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Florence Pugh e Scarlett Johansson concederam uma entrevista conjunta para a edição britânica de outubro da revista Empire, realizada por Chris Hewitt, acompanhada de um ensaio fotográfico promocional distribuído pela Marvel Studios e de autoria do fotógrafo Ricky Middlesworth. No bate-papo, as atrizes discutiram o aguardado filme “Viúva Negra”, sua importância para a Marvel e para a indústria dentro de um ponto de vista feminista e inovador e muito mais. Confira abaixo a entrevista traduzida, as fotos da sessão fotográfica, os novos stills de produção divulgados com exclusividade pela publicação e os scans da revista:

Passando a Tocha
O tão esperado ‘Viúva Negra’ vê Scarlett Johansson dando adeus ao UCM e Florence Pugh chegando com alvoroço. Nós as reunimos para falar sobre mentoria, testar limites, explorar coisas novas e poder feminino

Há uma chance muito real de que “Viúva Negra”, de Cate Shortland, seja a última excursão de Scarlett Johansson no Universo Cinematográfico da Marvel como sua personagem-título, a astuta super-espiã/soldado solitária Natasha Romanoff. O que seria uma tremenda pena. Porque, embora essa seja a oitava viagem de Scarlett no carrossel UCM desde que ela apareceu pela primeira vez em “Homem de Ferro 2”, em 2010, é a primeira de Florence Pugh como a ex-espiã soviética, antagonista e meio-que-irmã de Natasha, Yelena Belova, em uma prequela aparentemente projetada para outorgar o manto de Viúva Negra a ela — agora que a própria Natasha está morta, ao que tudo indica irrevogavelmente, em um planeta estranho. E se a química fácil, engraçada e estimulante que as atrizes americana e britânica demonstraram em uma ligação com a Empire no começo deste verão se transferir para a telona, a Marvel deve tentar reuni-las em todas as oportunidades. Prequelas, spin-offs, sitcoms, o que funcionar. Ainda assim, como alguém disse uma vez, o futuro não está definido, e durante a entrevista conjunta da Empire, Scarlett e Florence falaram sobre o presente, o passado, e o caminho que levou a Marvel a fazer um filme protagonizado/dirigido por mulheres, que tem como finalidade a inovação…

Quando foi a última vez que vocês se viram pessoalmente?
Scarlett Johansson:
Eu vi você na época do Oscar…
Florence Pugh: Mas nós fizemos refilmagens uns dois ou três dias depois disso, lembra, querida?
Scarlett: Ah, verdade. Nós duas estávamos doentes.
Florence: Nós nos vimos bastante durante a temporada de premiações, o que foi muito legal porque tínhamos acabado de fazer um filme juntas. Então eu pude simplesmente ir e cutucar Scarlett Johansson em tapetes vermelhos e soltar, “Tudo bem, eu conheço ela.” Mas sim, é muito estranho não estar com ela. Nós começamos [a trabalhar no filme] há mais de um ano, querida. Foi em maio [de 2019] que começamos nossos treinos juntas.
Scarlett: Antes de você e eu começarmos a trabalhar nesse projeto juntas, eu tive um ou dois anos do processo de desenvolvimento. Faz tanto tempo. Fazem quase três anos, na verdade. Eu pensei nisso outro dia. “Quando eu comecei essa conversa para valer?” Lembro de quando nós estávamos filmando “Guerra Infinita”, comecei a falar pela primeira vez com Kevin [Feige] sobre isso como uma possibilidade real, como algo que realmente poderia acontecer. Foi há tanto tempo. Já faz uma eternidade.

Vocês duas se conheceram há mais de um ano, presumivelmente batendo uma na outra com violência?
Florence:
Literalmente. Eu nunca tinha feito um desses filmes antes, então eu estava muito ansiosa para iniciar e começar a aprender como rolar pelo chão [em uma coreografia de luta], porque eu não sabia exatamente o quanto se esperava de alguém que estava entrando em um desses filmes. O mais engraçado é que nós começamos ensaiando algumas cenas, o que foi adorável, mas na primeira semana de filmagens, Scarlett e eu tínhamos uma das maiores cenas de luta para nossas personagens, em que elas se vêem pela primeira vez em anos. E foi a primeira vez em que nos vimos, então nós estávamos fazendo esses ensaios e eu falava coisas do tipo, “Ok, eu te enforco agora e em seguida você me joga na parede.
Scarlett: É como um exercício de confiança bastante agressivo. Como atrizes, normalmente você se apóia na pessoa ou vocês se olham e dizem a mesma palavra por, tipo, 20 minutos. Foi exatamente assim, mas com uma chave de braço, basicamente. Embora eu deva dizer que foi eficaz. Apenas como atores, alguém teria a oportunidade de fazer algo assim. É uma loucura. É um trabalho tão engraçado e esquisito, no qual você pode ver alguém pela primeira vez em um ensaio de uma peça e um dia e meio depois, vocês estão gritando e soluçando um com o outro, se abraçando, ambos com muco escorrendo pelo rosto, e você expôs toda a fragilidade do seu eu infantil.
Florence: O mais legal disso é quando você conhece alguém que gosta tanto quanto você desse tipo de coisa. Isso torna toda a experiência um pouco mais agradável. Nem todo mundo gosta de ser jogado no chão o tempo todo, mas Scarlett e eu adoramos.

Scarlett, você já deve estar batendo nas pessoas segundos após conhecê-las há um tempo agora.
Scarlett:
É estranho dizer isso, mas já é uma coisa antiga para mim. É muito engraçado, no entanto. Já faz uma década em termos de duração e eu sei onde minha energia é melhor usada. Sei que provavelmente não vou atingir o nível profissional de Muay Thai em quatro meses. De forma que gastar minha energia tentando me igualar a um atleta profissional é um desperdício do meu tempo. Eu sei que é mais importante para mim que eu seja e pareça capaz e tenha esse tipo de confiança no que quer que eu esteja fazendo. Mas nem sempre foi assim. Eu passei tantos filmes me preocupando em excesso com coisas que basicamente nunca eram utilizadas, ou criando uma sequência de luta de seis minutos de duração e então mostrando-a ao diretor no dia da filmagem para ouvir ele dizer, “Eu acho que só precisamos de 15 segundos disso.” Aí você fica, “O queeeeee? Eu desperdicei todo esse tempo!” Então eu acho que sou mais eficiente agora.

Florence: Quando estávamos fazendo aquela primeira luta, eu estava muito preocupada com uma rotação que eu tinha que fazer, e estava basicamente tentando mergulhar no ar enquanto aplicava um golpe nas pernas dela para então rolar. Para uma pessoa normal, isso é quase impossível. E eu me lembro de ficar apreensiva com isso: “Eu não sei se vou conseguir fazer essa acrobacia.” Scarlett me disse, “Querida, há um motivo para você ter alguém que se pareça exatamente com você pronta para te dar apoio. Ela é uma atleta e sabe como fazer isso e ficará ótimo.

Há coisas para as quais você não tem dublês: a parte da atuação. Vocês podem falar sobre isso e sobre trabalhar nesse relacionamento entre essas duas personagens, que tem que ser fraternal mas com um certo limite?
Florence:
Foi uma alegria completa. Mas também, eu na verdade embarquei em uma narrativa da qual eu não fazia parte e precisava ser educada sobre. Eu sei um pouco de assistir aos filmes anteriores, mas foi realmente fantástico que a mulher com quem eu estava trabalhando não só era a rainha deste reino, como também sabia absolutamente tudo. Foi ótimo embarcar nesse projeto e dar vida a esse relacionamento complicado, no qual há tanto amor mútuo e também tanta dor por trás deste amor, que leva um filme inteiro para que elas realmente possam se abrir uma com a outra.
Scarlett: De muitas maneiras, a pressão não estava realmente sobre mim. Eu tinha confiança na Cate [Shortland], nossa diretora, para liderar todos nós como uma trupe de atores, para nos guiar e encontrar mais profundidade em algo, ou um afeto em algo, ou diferentes nuances. De forma que parecia um pequeno filme dentro de um grande filme, eu acho. Quando você o assiste, você também tem essa impressão. Tem um certo intimismo sobre ele. Esses relacionamentos são possivelmente alguns dos mais complicados com os quais a Marvel já lidou. Eles são profundos, casos familiares complicados. Nós pudemos fazer algumas coisas muito gratificantes do ponto de vista dramático, e é para isso que trabalhamos.

O filme é uma prequela. Há um grande motivo para isso, que é que agora Natasha está morta no UCM. O que foi um grande choque — Florence, eu presumo que você já tenha visto “Ultimato”?
Florence:
[risos] Eu já assisti, não se preocupe.
Scarlett: Alerta de spoiler!

[…]

Florence, você vem acompanhando com afinco o UCM e a progressão de Scarlett como Natasha ao longo da última década ou algo assim?
Florence:
Eu não era uma fanática. Sem ofensa, Scarlett. Eu não sei todas as informações sobre todos os personagens, mas me lembro de assisti-los durante a minha adolescência. Eu definitivamente me mantive atualizada. Tanto que fiquei arrasada — me lembro dos primeiros vazamentos sobre a morte da Natasha e que achei isso muito injusto porque ela era a personagem feminina mais incrível. Me lembro de ficar chocada. Mas é engraçado ter trabalhado no filme pelo qual as pessoas vêm torcendo nos bastidores há anos, e poder trabalhar ao lado da Viúva Negra e assisti-la.
Scarlett: Florence diz todas essas coisas, mas ela tem tanta integridade e sua personagem também. Ela é excepcionalmente independente. A personagem é tão cheia de vida e tem tanta segurança em si mesma. Essas são todas qualidades que Florence tem de sobra. É muito revigorante. É uma performance muito revigorante e empolgante de se assistir.

Ambas entraram no UCM em pontos muito distintos. Scarlett, ainda era um grande risco quando você fez “Homem de Ferro 2”, e, ao longo dos anos, sua contribuição os ajudou a chegar a um ponto em que um filme como este não é mais um risco. E, francamente, o UCM foi um grande festival de salsichas [lê-se: masculino] por anos…
Scarlett:
Um festival de salsichas? [risos]

Sim! E agora é muito mais representativo e muito mais diverso. Então, as coisas mudaram nesse sentido.
Scarlett:
Sim, graças a Deus. Estamos evoluindo com o tempo. O que eu posso dizer é que, falando especificamente sobre esse filme — porque é impossível englobar todo o Universo Marvel e o quanto ele é muito maior do que jamais poderíamos ter imaginado que seria um dia — tem tanta coisa acontecendo. Vai além da compreensão. Quando comecei há dez anos, não li um roteiro. Eu não sabia em que isso se transformaria. Eu estava colocando toda a minha confiança em Jon Favreau [diretor de Homem de Ferro 2]. Mas nenhum de nós, desde aquele comecinho, poderia ter imaginado que estaríamos aqui, discutindo esse tipo de coisa. Eu acho que esse filme em particular é basicamente um reflexo do que está acontecendo em consequência dos movimentos Time’s Up e #MeToo. Seria um erro tão grande se não abordássemos esse assunto em específico, se esse filme não levantasse essa bandeira abertamente. Eu acho, particularmente para Cate, que era tão importante para ela fazer um filme sobre mulheres que estão ajudando outras mulheres, que tiram outras mulheres de uma situação extremamente difícil. Alguém me perguntou se Natasha era uma feminista. É claro que ela é, isso é óbvio. É uma pergunta meio estúpida.

Vou riscar ela da minha lista…
Scarlett:
[risos] Mas esse filme, com sorte, não irá apenas elevar o gênero, como também testará os limites da Marvel novamente e a impulsionará além de sua zona de conforto de uma forma completamente nova. É uma oportunidade realmente única fazer um filme desta escala, que tem uma mensagem tão comovente, profunda e poderosa por trás. Acho que conseguimos fazer isso com louvor.
Florence: Sim. E você percebe isso nos dez primeiros minutos do filme. Você já está impressionado por coisas incríveis que não estariam em um filme, qualquer filme, mesmo que somente cinco anos atrás. Foi muito legal de se assistir.

Isso é interessante. Como “Pantera Negra”, este teria sido um filme muito diferente dez anos atrás.
Scarlett:
Tenho certeza que um filme da Viúva Negra poderia ter sido feito há dez anos, mas não teria sido esse filme, com certeza. Teria sido outra coisa que provavelmente pareceria ótima. [risos]

E agora foi feito.
Florence:
Está incrível. Eu tenho que falar: eu assisti a um corte [do filme], estava sentada no sofá e todas as vezes em que algo acontecia, algo que tinha qualquer tipo de ação, eu ficava tipo, “Vamos, Natasha! Vai! Vai!” Eu estava muito animada em gritar com a minha própria televisão.

Você faz isso com todos os filmes da Scarlett? Com “História de Um Casamento”, digamos? “Vai, Scarlett, vai!”
Scarlett:
Ah, sim, ela faz isso com todos eles. Ela amou a cena do divórcio no tribunal. Ela estava torcendo por mim.
Florence: Eu estou sempre torcendo por todas as personagens dela. “Se divorcie!

Fonte: Empire UK.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.
 

 



O livro oficial do filme “Viúva Negra“, a ser lançado pela Marvel, finalmente ganhou uma data prevista para chegar às prateleiras mundo afora: o lançamento está inicialmente marcado para o dia 6 de outubro de 2020, com a pré-venda provavelmente se iniciando em uma data próxima!

O especial, que se trata de um guia completo do filme; incluindo entrevistas inéditas com o elenco e a equipe, irá proporcionar ao leitor a experiência de se submergir no processo de criação da mais nova e aguardada obra da Marvel Studios. Apresentando fotos e imagens das filmagens, o título trará também conteúdo exclusivo do elenco principal (Scarlett Johansson, Florence Pugh, David Harbour e Rachel Weisz), além de bate-papos com a equipe responsável por dar vida ao mundo da espionagem de “Viúva Negra” e uma análise aprofundada da história em quadrinhos da icônica personagem da Marvel.

Confira abaixo a prévia da entrevista de Florence traduzida por nossa equipe e a nova imagem promocional divulgada no scan:

YELENA BELOVA
Florence Pugh fala sobre família e ser a assassina prática e objetiva que faz o que tem que ser feito.

Como você se sentiu ao ingressar no Universo Cinematográfico da Marvel?
Como em qualquer franquia, é sempre um pouco intimidador, devido ao que você irá trazer e de quem você irá interpretar. Eu acho que, para qualquer ator, isso automaticamente será algo muito marcante e especial, quer você assista a esses filmes pessoalmente ou não. Todo mundo cresce envolto nos filmes da Marvel, ou assistindo a eles, ou, ainda, com algum irmão que os ama e é um(a) fã ávido(a).

Foi convidativo o quanto o Universo Cinematográfico da Marvel vem se expandindo?
Totalmente. O próprio fato de terem colocado Cate Shortland na cadeira do diretor, alguém que eu nunca teria imaginado que estaria dirigindo um desses filmes, na frente de uma das histórias mais queridas, é incrível. Isso por si só já aponta para uma nova direção. O que nós viemos tentando explicar desde o começo, é que parece que Cate está apenas dirigindo outro de seus filmes. Que por acaso acontece de ter essa mega história do Universo Cinematográfico da Marvel por trás. Nunca pensei que essas duas coisas se misturariam tanto. Além disso, a história que estamos contando é bastante assustadora. É sobre mulheres que foram, essencialmente, abusadas e treinadas para serem máquinas mortíferas. Como Scarlett disse inúmeras vezes, esse é o momento certo para ela contar a história da Viúva Negra. E não estamos nos esquivando do fato de que essa história é essencialmente sobre mulheres recuperando sua vida. E é um filme da Marvel Studios, também. Isso é muito raro, e é muito emocionante fazer parte disso.

Conte-nos sobre a sua personagem.
Eu interpreto Yelena, a irmã mais nova irritante que fala tudo o que vem à cabeça sem medir as consequências. Quando nós a conhecemos, ela está meio que descobrindo o mundo sob uma nova perspectiva. Ela está magoada, é complicada e age de forma desgovernada. Quando ela reencontra a personagem de Scarlett, Natasha, Yelena está meio que redescobrindo quem ela é após ficar tanto tempo na Sala Vermelha. Então, juntas, elas percebem que estão sofrendo de maneiras muito semelhantes. Há uma amizade adorável e única entre as duas, porque, no fim das contas, elas são irmãs que não se viam há muito tempo. Elas consertam uma à outra e a falta que ambas fizeram em suas vidas. No centro disso, está essa jornada bastante brutal de descobrirem quem elas são, e isso é algo que eu não imaginava que combinaria com tantas explosões incríveis, armas, e isso e aquilo. Na verdade, há uma história muito triste no fundo.

Fonte: Black Widow: The Official Movie Special e Amazon.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.



Florence Pugh concedeu uma entrevista exclusiva para a série de edições digitais da Deadline dedicadas à temporada de premiações, que serão lançadas online à partir desse mês. Durante o bate-papo com Anthony D’Alessandro para a publicação voltada para a indústria do entretenimento, Florence discutiu seus mais recentes trabalhos no ano que a consagrou de vez e consolidou ainda mais sua carreira. Confira abaixo a entrevista traduzida e os scans da revista:

Florence Pugh
Como ela aprendeu a lutar fisicamente, a incorporar a insanidade atormentada pelo luto e a trazer nova profundidade a uma querida personagem literária

2019 será lembrado como o ano de Florence Pugh. Primeiro, ela mostrou sua destreza de combate em “Lutando Pela Família”, como a lutadora britânica da vida real Saraya “Paige” Knight. Em seguida, veio a angustiada e atormentada adolescente Dani no bizarro terror sueco de estilo folk de Ari Aster, “Midsommar”. E então, há o remake revisionista de Greta Gerwig de “Mulherzinhas”. Florence interpreta Amy March, a irmã privilegiada de Jo, interpretada por Saoirse Ronan. E isso não é tudo. Ela também é a assassina Yelena Belova, amiga e também rival da personagem de Scarlett Johansson, Natasha Romanoff, em “Viúva Negra” da Marvel, que estreia em maio.

Como começou essa reação em cadeia de papéis? Depois de “Lutando Pela Família”, seu colega de elenco Dwayne Johnson deu uma tonelada de telefonemas te recomendando?
Na verdade, eu fiz “Lutando Pela Família” anos atrás, quando “Lady Macbeth” estava estreando. Então, é engraçado que ele só tenha sido lançado este ano. É interessante como os filmes funcionam assim, mas esse eu fiz há cerca de dois ou três anos. As pessoas sempre ficam fascinadas em saber o motivo do sucesso repentino, mas, na verdade, eu tenho estado ocupada pelos últimos quatro anos, e todos os projetos só foram lançados agora. Dessa forma, não é necessariamente algo que aconteceu do dia para a noite para mim. Desde “Lady Macbeth” e “Lutando Pela Família”, eu venho trabalhando consecutivamente por quatro anos agora.

Qual significado o papel de Dani em “Midsommar” teve para você?
Ler um roteiro como esse e ter um diretor que quer que você seja essa personagem, é uma das melhores sensações que existem. É também uma das sensações mais apavorantes, porque eu tenho uma grande ligação com todas essas personagens que interpreto, e eu realmente sinto que, como uma atriz, é seu direito saber se esse é o seu papel ou o de outra pessoa. Eu acredito firmemente nisso. Por mais empolgante que seja ter alguém te oferecendo um papel, você tem que se certificar de que a personagem terá justiça com você a interpretando, e, caso não tenha, você precisa ser corajoso o suficiente para deixar que outra pessoa faça isso.

Quais eram as suas preocupações?
Com “Midsommar”, é o sonho de todo ator ter tanta jornada e tanto arco assim. Mas, prioritariamente, eu estava muito apreensiva, porque não suporto assistir filmes em que você pode ver que alguém não sabe como sentir algo. A coisa mais difícil de se fazer quando li a história de Dani foi que, eu estava tão consciente de que ela precisava de cada uma das emoções que estavam sendo escritas, elas não poderiam simplesmente ser fingidas, não poderiam ser imaginadas, não poderiam ser algo que você imaginava; é assim que elas me pareciam. Com toda a honestidade, eu estava com medo, porque eu nunca havia chegado perto de qualquer espécie de sofrimento como aquele em toda a minha vida. Eu não sabia como isso parecia, como isso soava, e em um filme que é fortemente baseado em torno da ansiedade e do luto, seria quase rude fazê-lo sem qualquer preparo, apenas improvisar.

Como você superou essas preocupações?
Eu tinha consciência que não sabia se tinha [a capacidade de interpretar] ela em mim, e aceitei o papel porque pensei que talvez eu tivesse, e eu fiz uma fita para o Ari, que foi uma das primeiras cenas com Christian e Dani, quando ele a manipula psicologicamente e a faz duvidar de si. Então, sim, foi complicado, e eu imaginei cada membro da minha família em um caixão, o que arrancou todos aqueles sons que vocês veem no filme de mim. Tenho certeza de que muitos atores diriam que isso é totalmente ridículo, mas, infelizmente, não consigo chorar na hora, do nada. Então, eu tive que me destruir realmente por três meses inteiros, mas fiquei feliz com o resultado. Tudo o que o público vê, é exaustivo de se assistir. Quero dizer, eu assisti o filme duas vezes e todas as vezes, no final eu me sentia como se estivesse completamente de ressaca, e meio morta. Saindo de “Midsommar”, Amy March em “Adoráveis Mulheres” foi a melhor terapia para mim. Ela foi incrível. Eu pude andar por aí em anáguas e, essencialmente, flertar com Timothée Chalamet todos os dias, e também dar pancadas e lutar com todas as irmãs. Foi ótimo.

Amy foi rejeitada pelos leitores, mas talvez tenha mais nuances no filme de Greta Gerwig.
Acho que estamos tão prontos, como pessoas modernas e mulheres modernas, que estamos tão empolgados em defender e torcer por uma mulher que diz que quer ganhar seu próprio dinheiro e não se casar. Mas, na verdade, naquela época, essa era provavelmente uma das coisas mais imprudentes e tolas que você pudesse querer e fazer. Tia March treinou Amy para planejar; se você conseguir um bom casamento, estará segura, terá filhos e seus filhos também estarão seguros. Se através do casamento você entrar para uma família rica, que tenha muito dinheiro, você está basicamente sobrevivendo; e eu acho que isso é algo do qual nos esquecemos como pessoas modernas. Durante aquele período, as mulheres não tinham nenhuma escolha. Elas não possuíam nada, não possuíam seus filhos e nem dinheiro algum. Então, na verdade, essa garota que todos nós temos detestado por tantos anos nesse livro, foi provavelmente uma das mais inteligentes também.

Greta também entregou seu discurso sobre ‘mulheres e casamento’ para que Timothée decorasse no último minuto. Houveram muitas mudanças de última hora?
O roteiro é como se fosse uma espécie de bíblia, e então se Greta tivesse algo que quisesse acrescentar, ela lhe diria de manhã. Naquele dia, obviamente, ela me entregou esse discurso enorme, e a cada cinco minutos de pausa nas gravações, eu ia para um canto, agia como se estivesse brava e o ensaiava várias vezes. Ela é muito específica e precisa com seu roteiro. Falas estarão escritas umas em cima das outras, e é esperado que você entre na exata palavra em que sua fala começa, é para ser caótico mesmo. Você não deve ouvir nenhuma espécie de anúncio de que é a sua vez de falar, e isso é obviamente a coisa mais estressante de todos os tempos, mas também é muito estimulante. Todos tinham que estar atentos às suas deixas, e prontos. Tipo, prontos de verdade.

Fonte: Deadline.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.



Em outubro passado, Florence Pugh e Beanie Feldstein sentaram-se frente a frente em um estúdio de Los Angeles para gravar seu episódio para a série televisiva da Variety, o programa Actors on Actors, e posaram para para as lentes do fotógrafo Art Streiber. Hoje, quase um mês após as gravações, a Variety publicou em seu site uma parte transcrita dessa conversa, realizada por Kate Aurthur. Confira abaixo a entrevista traduzida, as fotos da sessão fotográfica, as fotos promocionais do episódio, os scans da revista e o vídeo com a conversa completa entre as duas atrizes:

Florence Pugh e Beanie Feldstein sobre “Adoráveis Mulheres”, trabalhar com Greta Gerwig e “Fora de Série”
Beanie Feldstein (“Fora de Série”) e Florence Pugh (“Adoráveis Mulheres”) sentaram-se para um bate-papo para o “Variety Studio: Actors on Actors”.

Florence Pugh de “Adoráveis Mulheres” e Beanie Feldstein de “Fora de Série” se deram bem, para dizer o mínimo. A conversa das duas termina com alegres profissões de admiração: “Eu estou no paraíso,” Florence diz. “Eu estou no paraíso,” Beanie diz. “Acho que nós duas estamos no paraíso!” Florence conclui. As duas estrelas em ascensão discutem trabalhar com as diretoras Greta Gerwig e Olivia Wilde, estabelecer relações íntimas com seus colegas de elenco e como a interpretação de Amy desempenhada por Florence em “Adoráveis Mulheres” fez com que Beanie — uma superfã do clássico “Mulherzinhas” — aprendesse a amar a personagem.

Florence Pugh: O que você achou de trabalhar com Greta Gerwig?

Beanie Feldstein: Não, o que você achou de trabalhar com Greta Gerwig? E quanto a Saoirse?

Florence: Eu posso falar sobre Saoirse Ronan —

Beanie: Pelo resto da minha vida.

Florence: Pelo resto da minha vida, o dia todo, todos os dias. Greta Gerwig é uma explosão de vida; a mais peculiar, alto astral e inteligente que eu tive o prazer de conhecer.

Beanie: Ela é uma alma muito especial. É como trabalhar com alguém com quem você simultaneamente se sente tão à vontade, mas também admira muito. É uma combinação estranha de irmã mais velha e fonte de inspiração como mentora, tudo no mesmo pacote. Eu sinto que ela realmente harmonizou o elenco e a equipe de uma maneira tão bonita. Acho que Saoirse faz a mesma coisa. Eu me lembro de “Lady Bird”, parecia que ela era tanto um membro da equipe quanto era do elenco, o que foi realmente bonito.

Florence: Eu amei muito esse filme. Como foi fazê-lo?

Beanie: Eu era tão inexperiente, analisando agora. Eles foram tão legais comigo. Sou mais velha que Saoirse, mas me senti como um cervo pequeno, novo e de olhos arregalados, tipo, “Obrigada por me permitirem estar aqui, pessoal!

Florence: Te entendo completamente!

Beanie: Mas ouvi de Greta que você não era assim em “Adoráveis Mulheres”, e que você estava muito confiante — quero ouvir tudo sobre isso.

Florence: O que ela disse sobre mim?

Beanie: Ela só disse que você se sentou bastante a vontade na carruagem com Meryl Streep, muito segura de si. Eu estou, tipo: Me conte seus métodos.

Florence: Ah, não, agora minha mãe ficará envergonhada porque eu me sentei jogada em uma carruagem ao lado de Meryl Streep.

Beanie: Que segurança ela te deu.

Florence: Lembro-me que um dia Greta veio até mim e disse, “Você está, sei lá, desinteressada pelo fato de estar sentada ao lado de Meryl nesse momento?” Eu respondi, “Não, eu estou interessada. Só estou tentando não ser uma psicopata completamente louca.

Beanie: Você oscilou na direção oposta.

Florence: Algumas pessoas são mesmo muito boas em serem grandes fãs. Eu iria me envergonhar completamente se falasse algo do tipo, “eu já vi todos os trabalhos que você fez ao longo da sua carreira.

Beanie: Eu não posso evitar [de ser assim].

Florence: Mas você é assim. Eu me apaixonaria por você.

Beanie: Nós já estamos apaixonadas. Vamos nos casar.

Eu vou falar com você sobre “Adoráveis Mulheres” por muito tempo, mas acho que o que é tão incrível é que é muito mais grandioso que “Lady Bird”. É uma grande história que todo mundo conhece. Eu cresci com “Mulherzinhas”. É uma das minhas histórias favoritas do mundo. Eu sempre odiei Amy.

Florence: Sim.

Beanie: Então, senhorita, eu assisti esse filme e fiquei extremamente impressionada com o seu trabalho. Você ficou no mesmo nível de Jo, que é interpretada pela Saoirse, com quem eu sei que é difícil se igualar. Você transformou essa personagem em alguém por quem eu torcia, e a quem eu amava. Eu estava do lado dela e me perguntando o porquê de eu estar do lado dela. Você podia ver que elas realmente eram espelhos uma da outra.

Florence: Esse é um elogio incrível. Greta me disse de imediato, “Nesse filme, Amy será mais do que apenas o que ela é no livro, porque sinto como se ela não tivesse tido sua voz.” Ela é tão facilmente e rapidamente a irmã mimada. É muito fácil ler Jo como sendo essa heroína, e todo mundo quer ser a Jo. Mas acho que também há algo sendo dito por Amy, por uma garota que sabe que, naquela época, a coisa mais inteligente a se fazer é se casar por dinheiro, o que é tão estranho para nós, mulheres de hoje em dia, dizer, “isso, vai garota! Case com o homem rico!

Tenho muitas perguntas sobre “Fora de Série”. Como foi trabalhar com Olivia Wilde? Porque eu estou completamente apaixonada por ela. Pela Kaitlyn [Dever] também.

Beanie: Acho que você e Olivia se sentiriam tão atraídas uma pela outra, porque ela é tão ousada e destemida quanto você em seu trabalho, nas telas e fora delas. Quando trabalhei com Greta, me senti meio como que, “O que eu faço agora?

Então Olivia veio até mim com “Fora de Série” e eu fiquei, tipo, “É isso.” Olivia é uma diretora notável. Ela é tão inovadora e enérgica, e eu senti que acreditava tanto nela — mas fiquei realmente intimidada pela minha personagem. Acho que ela é extremamente forte. Me pergunto se você sentiu o mesmo com Amy. Ela pode ser um pouco insuportável às vezes. Então eu fiquei realmente intimidada por isso, porque estou acostumada a meio que interpretar a [personagem] meiga. Sendo assim, interpretar a personagem extremamente motivada, forte e intensa, era novidade para mim; e foi a confiança de Olivia em todos nós que acho que nos fez sair tão bem.

Para mim, trabalhar com Kaitlyn foi uma parceria verdadeiramente especial em minha vida. Nós moramos juntas enquanto estávamos gravando o filme, e assim nós estávamos sempre juntas — inseparáveis. Nós escovávamos os dentes juntas, líamos nossas falas juntas e comíamos panquecas juntas.

Florence: Quando você leu “Fora de Série” pela primeira vez, você tirou inspiração de outras comédias adolescentes?

Beanie: É tão interessante, porque Kaitlyn e eu conversamos muito sobre isso, que a maioria das lembranças que tínhamos de amizades femininas da nossa infância, vieram da TV. Como “Lizzie McGuire” e “As Visões da Raven”.

Florence: As minhas também.

Beanie: Todos os filmes eram majoritariamente protagonizados por homens. Então eu cresci citando “Meninas Malvadas” constantemente, e é maravilhoso. Olivia colocou todo o elenco e equipe para assistir “Picardias Estudantis (Fast Times at Ridgemont High)” na noite anterior ao início das filmagens. Mas para nós duas, acredito que, em termos de comédia, “Missão Madrinha de Casamento” é sempre o meu favorito.

Florence: Religião!

Beanie: Ele é a minha religião. Acho que já assisti umas 900 vezes.

Então, você fez “Midsommar” e “Adoráveis Mulheres” consecutivamente?

Florence: Eu fui para Budapeste gravar “Midsommar” por três meses, e então voei para Boston e filmei no dia seguinte — bem, fiz meu teste de maquiagem.

Beanie: Como foi isso?

Florence: Eu basicamente tive que ligar para os dois diretores [Ari Aster e Greta Gerwig] e implorar que eles ajudassem a salvar minha vida. Esse é o quão dramática eu fui. Eu me lembro de desmoronar no telefone com Greta e ela dizer, “Querida, o que aconteceu?” Eu respondi, “As gravações, não vai dar certo!” e ela disse, “Ok, bem, nós podemos tentar fazer isso funcionar.” Eu fiquei, tipo, “Ufa.

Mas tenho que dizer, Amy foi toda a terapia de que eu precisava. Foi perfeito. Foi como se eu pudesse ser essa criança por três meses, e eu não tinha que pensar em flores, ou em ter um colapso mental, ou em um campo. Eu segui em frente imediatamente.

Beanie: Gosto da maneira como Greta e Olivia capturam o espaço entre as mulheres. Acho que esse é realmente o dom delas. Não se trata apenas das personagens individuais que ambas escrevem, mas também da energia e do amor entre elas. Eu acho que isso é tão lindamente personificado em “Adoráveis Mulheres”. Como foi trazer essa irmandade à vida dessa maneira?

Florence: Foi bem similar ao que você estava dizendo sobre Kaitlyn — ela precisava estar lá. Acho que toda a coisa sobre irmãos, é que vocês estão juntos o tempo todo. Vocês estão trocando tapas o tempo todo, vocês estão se beijando e amando uns aos outros. E depois vocês se odeiam e entram em uma discussão sobre a lavagem da louça, e porque alguém não colocou o lixo para fora. Mas então você ficará acordado(a) e fará o dever de casa com eles. Desde o princípio, Greta disse, “Eu quero que isso seja uma bagunça o tempo inteiro. Eu quero que a casa seja uma confusão.

Eu pude virar melhor amiga das garotas mais incríveis. Saoirse, Eliza [Scanlen] e eu estávamos todas morando em uma casa antiga que já serviu de garagem para carruagens, e Emma [Watson] estava alojada no fim fim da rua. Todas nós fazíamos jantares, festas do pijama e tudo isso. O que você viu nas câmeras, foi tudo bem real.

Beanie: Você realmente pode sentir isso. Como é estar no filme “Viúva Negra”?

Florence: Foi a experiência mais bizarra, louca e espetaculosa. Quero dizer, o fato de eu ter tido a oportunidade de fazer um filme com Scarlett Johansson foi realmente mágico. E a diretora mais encantadora e acolhedora, Cate Shortland, fez dessa uma experiência única e especial.

Acho que nós fizemos algo bastante cru, doloroso e bonito. Acho que as pessoas ficarão realmente surpresas com o resultado de um grande filme de ação tendo tanta emoção. Foi especial aprender com a Scarlett. E eu sei que muitas pessoas obviamente ficarão emocionadas com ela, devido a sua personagem ter tido um fim tão terrível.

Beanie: Eu me sinto sortuda por estar viva em uma época na qual ganho um filme de Florence Pugh todos os anos. Estou no paraíso agora.

Fonte: Variety.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.
 

 

 



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