Seja bem-vindo ao Florence Pugh Brasil, sua primeira e mais completa fonte de notícias sobre a atriz Florence Pugh no Brasil e no mundo. Aqui você encontrará informações sempre atualizadas sobre sua carreira, projetos e muito mais, além de entrevistas traduzidas e uma galeria repleta de fotos. Navegue no menu acima e divirta-se com todo o nosso conteúdo. O Florence Pugh Brasil é um site feito por fãs que não é afiliado e/ou mantém qualquer espécie de vínculo com a Florence, sua família, seus amigos, agentes ou alguém relacionado a seus projetos. Esse site foi criado com o intuito de informar e entreter pessoas que, como nós, admiram o seu trabalho e suas atitudes. O FPBR não tem nenhuma intenção de lucro. Caso pegue alguma tradução ou notícia exclusiva e reproduza em seu site, nos dê os devidos créditos. Esperamos que goste do contéudo e volte sempre!

Florence Pugh e Scarlett Johansson concederam uma entrevista conjunta para a edição britânica de outubro da revista Empire, realizada por Chris Hewitt, acompanhada de um ensaio fotográfico promocional distribuído pela Marvel Studios e de autoria do fotógrafo Ricky Middlesworth. No bate-papo, as atrizes discutiram o aguardado filme “Viúva Negra”, sua importância para a Marvel e para a indústria dentro de um ponto de vista feminista e inovador e muito mais. Confira abaixo a entrevista traduzida, as fotos da sessão fotográfica, os novos stills de produção divulgados com exclusividade pela publicação e os scans da revista:

Passando a Tocha
O tão esperado ‘Viúva Negra’ vê Scarlett Johansson dando adeus ao UCM e Florence Pugh chegando com alvoroço. Nós as reunimos para falar sobre mentoria, testar limites, explorar coisas novas e poder feminino

Há uma chance muito real de que “Viúva Negra”, de Cate Shortland, seja a última excursão de Scarlett Johansson no Universo Cinematográfico da Marvel como sua personagem-título, a astuta super-espiã/soldado solitária Natasha Romanoff. O que seria uma tremenda pena. Porque, embora essa seja a oitava viagem de Scarlett no carrossel UCM desde que ela apareceu pela primeira vez em “Homem de Ferro 2”, em 2010, é a primeira de Florence Pugh como a ex-espiã soviética, antagonista e meio-que-irmã de Natasha, Yelena Belova, em uma prequela aparentemente projetada para outorgar o manto de Viúva Negra a ela — agora que a própria Natasha está morta, ao que tudo indica irrevogavelmente, em um planeta estranho. E se a química fácil, engraçada e estimulante que as atrizes americana e britânica demonstraram em uma ligação com a Empire no começo deste verão se transferir para a telona, a Marvel deve tentar reuni-las em todas as oportunidades. Prequelas, spin-offs, sitcoms, o que funcionar. Ainda assim, como alguém disse uma vez, o futuro não está definido, e durante a entrevista conjunta da Empire, Scarlett e Florence falaram sobre o presente, o passado, e o caminho que levou a Marvel a fazer um filme protagonizado/dirigido por mulheres, que tem como finalidade a inovação…

Quando foi a última vez que vocês se viram pessoalmente?
Scarlett Johansson:
Eu vi você na época do Oscar…
Florence Pugh: Mas nós fizemos refilmagens uns dois ou três dias depois disso, lembra, querida?
Scarlett: Ah, verdade. Nós duas estávamos doentes.
Florence: Nós nos vimos bastante durante a temporada de premiações, o que foi muito legal porque tínhamos acabado de fazer um filme juntas. Então eu pude simplesmente ir e cutucar Scarlett Johansson em tapetes vermelhos e soltar, “Tudo bem, eu conheço ela.” Mas sim, é muito estranho não estar com ela. Nós começamos [a trabalhar no filme] há mais de um ano, querida. Foi em maio [de 2019] que começamos nossos treinos juntas.
Scarlett: Antes de você e eu começarmos a trabalhar nesse projeto juntas, eu tive um ou dois anos do processo de desenvolvimento. Faz tanto tempo. Fazem quase três anos, na verdade. Eu pensei nisso outro dia. “Quando eu comecei essa conversa para valer?” Lembro de quando nós estávamos filmando “Guerra Infinita”, comecei a falar pela primeira vez com Kevin [Feige] sobre isso como uma possibilidade real, como algo que realmente poderia acontecer. Foi há tanto tempo. Já faz uma eternidade.

Vocês duas se conheceram há mais de um ano, presumivelmente batendo uma na outra com violência?
Florence:
Literalmente. Eu nunca tinha feito um desses filmes antes, então eu estava muito ansiosa para iniciar e começar a aprender como rolar pelo chão [em uma coreografia de luta], porque eu não sabia exatamente o quanto se esperava de alguém que estava entrando em um desses filmes. O mais engraçado é que nós começamos ensaiando algumas cenas, o que foi adorável, mas na primeira semana de filmagens, Scarlett e eu tínhamos uma das maiores cenas de luta para nossas personagens, em que elas se vêem pela primeira vez em anos. E foi a primeira vez em que nos vimos, então nós estávamos fazendo esses ensaios e eu falava coisas do tipo, “Ok, eu te enforco agora e em seguida você me joga na parede.
Scarlett: É como um exercício de confiança bastante agressivo. Como atrizes, normalmente você se apóia na pessoa ou vocês se olham e dizem a mesma palavra por, tipo, 20 minutos. Foi exatamente assim, mas com uma chave de braço, basicamente. Embora eu deva dizer que foi eficaz. Apenas como atores, alguém teria a oportunidade de fazer algo assim. É uma loucura. É um trabalho tão engraçado e esquisito, no qual você pode ver alguém pela primeira vez em um ensaio de uma peça e um dia e meio depois, vocês estão gritando e soluçando um com o outro, se abraçando, ambos com muco escorrendo pelo rosto, e você expôs toda a fragilidade do seu eu infantil.
Florence: O mais legal disso é quando você conhece alguém que gosta tanto quanto você desse tipo de coisa. Isso torna toda a experiência um pouco mais agradável. Nem todo mundo gosta de ser jogado no chão o tempo todo, mas Scarlett e eu adoramos.

Scarlett, você já deve estar batendo nas pessoas segundos após conhecê-las há um tempo agora.
Scarlett:
É estranho dizer isso, mas já é uma coisa antiga para mim. É muito engraçado, no entanto. Já faz uma década em termos de duração e eu sei onde minha energia é melhor usada. Sei que provavelmente não vou atingir o nível profissional de Muay Thai em quatro meses. De forma que gastar minha energia tentando me igualar a um atleta profissional é um desperdício do meu tempo. Eu sei que é mais importante para mim que eu seja e pareça capaz e tenha esse tipo de confiança no que quer que eu esteja fazendo. Mas nem sempre foi assim. Eu passei tantos filmes me preocupando em excesso com coisas que basicamente nunca eram utilizadas, ou criando uma sequência de luta de seis minutos de duração e então mostrando-a ao diretor no dia da filmagem para ouvir ele dizer, “Eu acho que só precisamos de 15 segundos disso.” Aí você fica, “O queeeeee? Eu desperdicei todo esse tempo!” Então eu acho que sou mais eficiente agora.

Florence: Quando estávamos fazendo aquela primeira luta, eu estava muito preocupada com uma rotação que eu tinha que fazer, e estava basicamente tentando mergulhar no ar enquanto aplicava um golpe nas pernas dela para então rolar. Para uma pessoa normal, isso é quase impossível. E eu me lembro de ficar apreensiva com isso: “Eu não sei se vou conseguir fazer essa acrobacia.” Scarlett me disse, “Querida, há um motivo para você ter alguém que se pareça exatamente com você pronta para te dar apoio. Ela é uma atleta e sabe como fazer isso e ficará ótimo.

Há coisas para as quais você não tem dublês: a parte da atuação. Vocês podem falar sobre isso e sobre trabalhar nesse relacionamento entre essas duas personagens, que tem que ser fraternal mas com um certo limite?
Florence:
Foi uma alegria completa. Mas também, eu na verdade embarquei em uma narrativa da qual eu não fazia parte e precisava ser educada sobre. Eu sei um pouco de assistir aos filmes anteriores, mas foi realmente fantástico que a mulher com quem eu estava trabalhando não só era a rainha deste reino, como também sabia absolutamente tudo. Foi ótimo embarcar nesse projeto e dar vida a esse relacionamento complicado, no qual há tanto amor mútuo e também tanta dor por trás deste amor, que leva um filme inteiro para que elas realmente possam se abrir uma com a outra.
Scarlett: De muitas maneiras, a pressão não estava realmente sobre mim. Eu tinha confiança na Cate [Shortland], nossa diretora, para liderar todos nós como uma trupe de atores, para nos guiar e encontrar mais profundidade em algo, ou um afeto em algo, ou diferentes nuances. De forma que parecia um pequeno filme dentro de um grande filme, eu acho. Quando você o assiste, você também tem essa impressão. Tem um certo intimismo sobre ele. Esses relacionamentos são possivelmente alguns dos mais complicados com os quais a Marvel já lidou. Eles são profundos, casos familiares complicados. Nós pudemos fazer algumas coisas muito gratificantes do ponto de vista dramático, e é para isso que trabalhamos.

O filme é uma prequela. Há um grande motivo para isso, que é que agora Natasha está morta no UCM. O que foi um grande choque — Florence, eu presumo que você já tenha visto “Ultimato”?
Florence:
[risos] Eu já assisti, não se preocupe.
Scarlett: Alerta de spoiler!

[…]

Florence, você vem acompanhando com afinco o UCM e a progressão de Scarlett como Natasha ao longo da última década ou algo assim?
Florence:
Eu não era uma fanática. Sem ofensa, Scarlett. Eu não sei todas as informações sobre todos os personagens, mas me lembro de assisti-los durante a minha adolescência. Eu definitivamente me mantive atualizada. Tanto que fiquei arrasada — me lembro dos primeiros vazamentos sobre a morte da Natasha e que achei isso muito injusto porque ela era a personagem feminina mais incrível. Me lembro de ficar chocada. Mas é engraçado ter trabalhado no filme pelo qual as pessoas vêm torcendo nos bastidores há anos, e poder trabalhar ao lado da Viúva Negra e assisti-la.
Scarlett: Florence diz todas essas coisas, mas ela tem tanta integridade e sua personagem também. Ela é excepcionalmente independente. A personagem é tão cheia de vida e tem tanta segurança em si mesma. Essas são todas qualidades que Florence tem de sobra. É muito revigorante. É uma performance muito revigorante e empolgante de se assistir.

Ambas entraram no UCM em pontos muito distintos. Scarlett, ainda era um grande risco quando você fez “Homem de Ferro 2”, e, ao longo dos anos, sua contribuição os ajudou a chegar a um ponto em que um filme como este não é mais um risco. E, francamente, o UCM foi um grande festival de salsichas [lê-se: masculino] por anos…
Scarlett:
Um festival de salsichas? [risos]

Sim! E agora é muito mais representativo e muito mais diverso. Então, as coisas mudaram nesse sentido.
Scarlett:
Sim, graças a Deus. Estamos evoluindo com o tempo. O que eu posso dizer é que, falando especificamente sobre esse filme — porque é impossível englobar todo o Universo Marvel e o quanto ele é muito maior do que jamais poderíamos ter imaginado que seria um dia — tem tanta coisa acontecendo. Vai além da compreensão. Quando comecei há dez anos, não li um roteiro. Eu não sabia em que isso se transformaria. Eu estava colocando toda a minha confiança em Jon Favreau [diretor de Homem de Ferro 2]. Mas nenhum de nós, desde aquele comecinho, poderia ter imaginado que estaríamos aqui, discutindo esse tipo de coisa. Eu acho que esse filme em particular é basicamente um reflexo do que está acontecendo em consequência dos movimentos Time’s Up e #MeToo. Seria um erro tão grande se não abordássemos esse assunto em específico, se esse filme não levantasse essa bandeira abertamente. Eu acho, particularmente para Cate, que era tão importante para ela fazer um filme sobre mulheres que estão ajudando outras mulheres, que tiram outras mulheres de uma situação extremamente difícil. Alguém me perguntou se Natasha era uma feminista. É claro que ela é, isso é óbvio. É uma pergunta meio estúpida.

Vou riscar ela da minha lista…
Scarlett:
[risos] Mas esse filme, com sorte, não irá apenas elevar o gênero, como também testará os limites da Marvel novamente e a impulsionará além de sua zona de conforto de uma forma completamente nova. É uma oportunidade realmente única fazer um filme desta escala, que tem uma mensagem tão comovente, profunda e poderosa por trás. Acho que conseguimos fazer isso com louvor.
Florence: Sim. E você percebe isso nos dez primeiros minutos do filme. Você já está impressionado por coisas incríveis que não estariam em um filme, qualquer filme, mesmo que somente cinco anos atrás. Foi muito legal de se assistir.

Isso é interessante. Como “Pantera Negra”, este teria sido um filme muito diferente dez anos atrás.
Scarlett:
Tenho certeza que um filme da Viúva Negra poderia ter sido feito há dez anos, mas não teria sido esse filme, com certeza. Teria sido outra coisa que provavelmente pareceria ótima. [risos]

E agora foi feito.
Florence:
Está incrível. Eu tenho que falar: eu assisti a um corte [do filme], estava sentada no sofá e todas as vezes em que algo acontecia, algo que tinha qualquer tipo de ação, eu ficava tipo, “Vamos, Natasha! Vai! Vai!” Eu estava muito animada em gritar com a minha própria televisão.

Você faz isso com todos os filmes da Scarlett? Com “História de Um Casamento”, digamos? “Vai, Scarlett, vai!”
Scarlett:
Ah, sim, ela faz isso com todos eles. Ela amou a cena do divórcio no tribunal. Ela estava torcendo por mim.
Florence: Eu estou sempre torcendo por todas as personagens dela. “Se divorcie!

Fonte: Empire UK.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.
 

 



Ontem, 02 de fevereiro, durante o intervalo do Super Bowl, foi exibido um novo comercial de ‘Viúva Negra‘, intitulado de ‘Choose‘. No novo Spot, Natasha (Scarlett Johansson), Yelena (Florence Pugh), Melina (Rachel Weisz) e Alexei (David Harbour) se reúnem para enfrentar os fantasmas de seu passado e o vilão Treinador.

Confira:

A Marvel divulgou também pôsteres individuais de alguns personagens, incluindo Yelena Belova:

Confira a sinopse oficial do filme divulgada pela Marvel Studios em janeiro e traduzida pela nossa equipe: “No thriller de espionagem repleto de ação da Marvel Studios, ‘Viúva Negra‘, Natasha Romanoff confronta as partes mais sombrias de seu histórico quando uma conspiração perigosa ligada ao seu passado surge. Perseguida por uma força que não parará por nada até acabar com ela, Natasha deve lidar com sua história como uma espiã e os relacionamentos rompidos que deixou para trás muito antes de se tornar uma Vingadora.”

O filme chega aos cinemas brasileiros no dia 30 e abril de 2020!



disclaimer