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Florence Pugh concedeu uma entrevista exclusiva para a série de edições digitais da Deadline dedicadas à temporada de premiações, que serão lançadas online à partir desse mês. Durante o bate-papo com Anthony D’Alessandro para a publicação voltada para a indústria do entretenimento, Florence discutiu seus mais recentes trabalhos no ano que a consagrou de vez e consolidou ainda mais sua carreira. Confira abaixo a entrevista traduzida e os scans da revista:

Florence Pugh
Como ela aprendeu a lutar fisicamente, a incorporar a insanidade atormentada pelo luto e a trazer nova profundidade a uma querida personagem literária

2019 será lembrado como o ano de Florence Pugh. Primeiro, ela mostrou sua destreza de combate em “Lutando Pela Família”, como a lutadora britânica da vida real Saraya “Paige” Knight. Em seguida, veio a angustiada e atormentada adolescente Dani no bizarro terror sueco de estilo folk de Ari Aster, “Midsommar”. E então, há o remake revisionista de Greta Gerwig de “Mulherzinhas”. Florence interpreta Amy March, a irmã privilegiada de Jo, interpretada por Saoirse Ronan. E isso não é tudo. Ela também é a assassina Yelena Belova, amiga e também rival da personagem de Scarlett Johansson, Natasha Romanoff, em “Viúva Negra” da Marvel, que estreia em maio.

Como começou essa reação em cadeia de papéis? Depois de “Lutando Pela Família”, seu colega de elenco Dwayne Johnson deu uma tonelada de telefonemas te recomendando?
Na verdade, eu fiz “Lutando Pela Família” anos atrás, quando “Lady Macbeth” estava estreando. Então, é engraçado que ele só tenha sido lançado este ano. É interessante como os filmes funcionam assim, mas esse eu fiz há cerca de dois ou três anos. As pessoas sempre ficam fascinadas em saber o motivo do sucesso repentino, mas, na verdade, eu tenho estado ocupada pelos últimos quatro anos, e todos os projetos só foram lançados agora. Dessa forma, não é necessariamente algo que aconteceu do dia para a noite para mim. Desde “Lady Macbeth” e “Lutando Pela Família”, eu venho trabalhando consecutivamente por quatro anos agora.

Qual significado o papel de Dani em “Midsommar” teve para você?
Ler um roteiro como esse e ter um diretor que quer que você seja essa personagem, é uma das melhores sensações que existem. É também uma das sensações mais apavorantes, porque eu tenho uma grande ligação com todas essas personagens que interpreto, e eu realmente sinto que, como uma atriz, é seu direito saber se esse é o seu papel ou o de outra pessoa. Eu acredito firmemente nisso. Por mais empolgante que seja ter alguém te oferecendo um papel, você tem que se certificar de que a personagem terá justiça com você a interpretando, e, caso não tenha, você precisa ser corajoso o suficiente para deixar que outra pessoa faça isso.

Quais eram as suas preocupações?
Com “Midsommar”, é o sonho de todo ator ter tanta jornada e tanto arco assim. Mas, prioritariamente, eu estava muito apreensiva, porque não suporto assistir filmes em que você pode ver que alguém não sabe como sentir algo. A coisa mais difícil de se fazer quando li a história de Dani foi que, eu estava tão consciente de que ela precisava de cada uma das emoções que estavam sendo escritas, elas não poderiam simplesmente ser fingidas, não poderiam ser imaginadas, não poderiam ser algo que você imaginava; é assim que elas me pareciam. Com toda a honestidade, eu estava com medo, porque eu nunca havia chegado perto de qualquer espécie de sofrimento como aquele em toda a minha vida. Eu não sabia como isso parecia, como isso soava, e em um filme que é fortemente baseado em torno da ansiedade e do luto, seria quase rude fazê-lo sem qualquer preparo, apenas improvisar.

Como você superou essas preocupações?
Eu tinha consciência que não sabia se tinha [a capacidade de interpretar] ela em mim, e aceitei o papel porque pensei que talvez eu tivesse, e eu fiz uma fita para o Ari, que foi uma das primeiras cenas com Christian e Dani, quando ele a manipula psicologicamente e a faz duvidar de si. Então, sim, foi complicado, e eu imaginei cada membro da minha família em um caixão, o que arrancou todos aqueles sons que vocês veem no filme de mim. Tenho certeza de que muitos atores diriam que isso é totalmente ridículo, mas, infelizmente, não consigo chorar na hora, do nada. Então, eu tive que me destruir realmente por três meses inteiros, mas fiquei feliz com o resultado. Tudo o que o público vê, é exaustivo de se assistir. Quero dizer, eu assisti o filme duas vezes e todas as vezes, no final eu me sentia como se estivesse completamente de ressaca, e meio morta. Saindo de “Midsommar”, Amy March em “Adoráveis Mulheres” foi a melhor terapia para mim. Ela foi incrível. Eu pude andar por aí em anáguas e, essencialmente, flertar com Timothée Chalamet todos os dias, e também dar pancadas e lutar com todas as irmãs. Foi ótimo.

Amy foi rejeitada pelos leitores, mas talvez tenha mais nuances no filme de Greta Gerwig.
Acho que estamos tão prontos, como pessoas modernas e mulheres modernas, que estamos tão empolgados em defender e torcer por uma mulher que diz que quer ganhar seu próprio dinheiro e não se casar. Mas, na verdade, naquela época, essa era provavelmente uma das coisas mais imprudentes e tolas que você pudesse querer e fazer. Tia March treinou Amy para planejar; se você conseguir um bom casamento, estará segura, terá filhos e seus filhos também estarão seguros. Se através do casamento você entrar para uma família rica, que tenha muito dinheiro, você está basicamente sobrevivendo; e eu acho que isso é algo do qual nos esquecemos como pessoas modernas. Durante aquele período, as mulheres não tinham nenhuma escolha. Elas não possuíam nada, não possuíam seus filhos e nem dinheiro algum. Então, na verdade, essa garota que todos nós temos detestado por tantos anos nesse livro, foi provavelmente uma das mais inteligentes também.

Greta também entregou seu discurso sobre ‘mulheres e casamento’ para que Timothée decorasse no último minuto. Houveram muitas mudanças de última hora?
O roteiro é como se fosse uma espécie de bíblia, e então se Greta tivesse algo que quisesse acrescentar, ela lhe diria de manhã. Naquele dia, obviamente, ela me entregou esse discurso enorme, e a cada cinco minutos de pausa nas gravações, eu ia para um canto, agia como se estivesse brava e o ensaiava várias vezes. Ela é muito específica e precisa com seu roteiro. Falas estarão escritas umas em cima das outras, e é esperado que você entre na exata palavra em que sua fala começa, é para ser caótico mesmo. Você não deve ouvir nenhuma espécie de anúncio de que é a sua vez de falar, e isso é obviamente a coisa mais estressante de todos os tempos, mas também é muito estimulante. Todos tinham que estar atentos às suas deixas, e prontos. Tipo, prontos de verdade.

Fonte: Deadline.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.



Na noite de ontem (04), segunda-feira, Florence Pugh compareceu a uma exibição especial e exclusiva para convidados de “Adoráveis Mulheres”, promovida por sua colega de elenco, a atriz Meryl Streep, em Los Angeles. Florence se juntou a diretora Greta Gerwig, a atriz Laura Dern e a produtora Amy Pascal, que também foram promover o filme e prestigiar o evento de Meryl.

Com produção da stylist Rebecca Corbin-Murray, do cabeleireiro Peter Lux e do maquiador Alex Babsky, Florence trajou um lindo vestido de veludo azul royal da marca sustentável inglesa Reformation; nos pés, a atriz usou uma sandália Jimmy Choo. Seus cabelos, presos em um semi-rabo de cavalo, e sua maquiagem clássica e sóbria completaram o look com pegada vintage.

Confira as fotos do evento:
 



Após participarem do Deadline: The Contenders ontem (02) à tarde, Florence Pugh e Greta Gerwig seguiram para mais um compromisso de divulgação de “Adoráveis Mulheres”: um painel para discutir o filme e suas carreiras no Teen Vogue Summit. Oferecido pela Teen Vogue no Goya Studios, em Los Angeles, o evento engloba carreira, cultura, política e estilo e é definido como uma festa da vida real que serve de combustível para mudar o mundo.

Seguindo o painel, a atriz e a diretora de “Adoráveis Mulheres” foram fotografadas com exclusividade para a Teen Vogue pelo fotógrafo Ryan Pfluger.

Confira abaixo as fotos e vídeos do evento:
 

 



Na tarde de ontem (02), Florence Pugh participou de um painel exclusivo de “Adoráveis Mulheres” durante o Deadline: The Contenders, ao lado da diretora Greta Gerwig e da produtora Amy Pascal. O evento, promovido pela Deadline, ocorreu no DGA Theater Complex, em Los Angeles, com a finalidade de proporcionar um resumo de todos os filmes da temporada de premiações para membros da Academia, BAFTA e da Guilda. Florence e Greta discutiram um dos pontos mais marcantes da nova adaptação do clássico de Louisa May Alcott: o discurso de Amy para Laurie sobre a configuração econômica do casamento na época. A atriz britânica também abordou as novas nuances e a voz que sua personagem ganha no filme de Greta Gerwig, o que proporciona ao público uma nova visão sobre Amy March.

Após o painel de “Adoráveis Mulheres”, Florence, Greta e Amy posaram para as lentes do fotógrafo Michael Buckner em uma série de portraits exclusivos para a Deadline como material de divulgação.

Para o evento, Florence foi produzida pela stylist Rebecca Corbin-Murray, pelo cabeleireiro Peter Lux e pelo maquiador Alex Babsky. A atriz usou um terninho elegante de alfaiataria assinado pela estilista inglesa Racil Chalhoub, um corset da marca parisiense Ernest Leoty e botas Jimmy Choo. Suas mechas loiras foram onduladas em um penteado moderno e harmonioso, enquanto sua maquiagem foi elaborada com tons quentes e neutros, em uma pegada mais natural.

Confira abaixo todas as fotos e vídeos do evento:
 

 

Florence Pugh promoting Little Women at Deadline's The Contenders from Florence Pugh Brasil on Vimeo.



Florence Pugh e sua colega de elenco em “Adoráveis Mulheres“, Saoirse Ronan, posaram para as lentes do fotógrafo Jay L. Clendenin em um ensaio exclusivo para o Los Angeles Times. As atrizes também foram entrevistadas por Amy Kaufman para a publicação e abordaram a nova releitura cinematográfica do clássico de Louisa May Alcott, bem como suas personagens, sua relação com seus colegas de elenco e muito mais. Confira abaixo a entrevista traduzida e as fotos da sessão fotográfica divulgadas:

Como Saoirse Ronan e Florence Pugh atualizaram “Adoráveis Mulheres” para feministas modernas

Florence Pugh está passando rapidamente o dedo indicador por ser iPhone, procurando por Pam.

Espere aí, espere aí,” diz ela. “Eu vou achar. Cadê a Pam? Oh, isso está me matando.

Pam não é o nome do amado cão da atriz, ou mesmo de uma das suas duas irmãs. Pam é o nome que Florence atribuiu à sua colega de elenco, Saoirse Ronan, no set da próxima adaptação de “Mulherzinhas“, de Greta Gerwig.

Florence agraciou Saoirse com o alter-ego após filmar uma das cenas mais memoráveis do romance clássico de Louisa May Alcott: quando Jo March (Saoirse) revela que cortou em segredo suas longas tranças. Suas três irmãs ficam horrorizadas — “Oh, Jo, como você pôde? Sua única e verdadeira beleza!” clama Amy (Florence), a mais nova das irmãs — mesmo apesar de Jo ter sacrificado o cabelo para arrecadar dinheiro para a recuperação de seu pai doente.

Entra Pam. Quando começou a filmar, Saoirse tinha mechas loiras lustrosas que cacheavam quase até sua cintura. Após o corte de cabelo, no entanto, ela foi forçada a usar uma peruca desagradável: é quase um mullet, mas mais felpudo e com uma vibe despenteada meio Owen Wilson.

E foi aí que Flo apareceu com essa personagem chamada Pam, lembra Saoirse, 25 anos. “Pam é da Austrália, e tem muitas opiniões sobre tudo que está acontecendo.

Ela tricota entre as cenas,” diz Florence, 23 anos, de repente soando como se fosse de Melbourne ao invés de Oxfordshire. “Saoirse sentava com seus chinelos Ugg, cruzando os pés entre as gravações, com esse visual ridículo, e era muito louco.

Ela continua a percorrer por suas fotografias, buscando freneticamente provas de Pam e pausando apenas para morder alguns pedaços de seu croissant de chocolate. Saoirse senta-se de frente para sua colega de elenco no Chateau Marmont, e após pedir uma massa para ela, começa devidamente a responder a maioria das perguntas sobre “Adoráveis Mulheres.”

Com estreia marcada para o Dia e Natal e já gerando burburinhos ensurdecedores de apostas para a temporada de premiações, esse é a sétima versão em longa-metragem do romance de 1868 de Alcott. Ao contrário de seus predecessores, Greta Gerwig — que escreveu e dirigiu o projeto — adotou uma abordagem não-linear da história, visualizando os dias formativos da infância das irmãs March em Concord, Massachusetts, através das lentes da vida adulta.

Enquanto todas as quatro irmãs seguem caminhos decididamente distintos ao passo que amadurecem — Jo deseja desafiar as convenções sociais permanecendo solteira; Meg não quer nada além de encontrar um marido e ter filhos — a adaptação de Greta tenta tratar todas as escolhas delas com respeito.

(…)

As quatro garotas que conduzem essa história são todas muito, muito diferentes, e todas elas permitem que uma garotinha se enxergue nelas,” Saoirse, que se junta também a Emma Watson (Meg) e Eliza Scanlen (Beth) no filme, continua. “‘Adoráveis Mulheres’ te dá a oportunidade de se identificar com aspectos de todas essas garotas, porque todas elas têm idades diferentes e querem coisas diferentes. Isso quer dizer que você pode crescer com a história e dizer —

Saoirse é interrompida quando Florence, tendo finalmente localizado a foto que estava procurando, mostra animadamente seu telefone.

Ah, você só quer mostrar a Pam,” diz Saoirse, rindo. “Você não está nem aí.

Eu estou sim,” diz Florence. “Mas, você está preparada para a Pam?

É fácil, nesse momento, entender por que Greta escalou as duas atrizes para seus respectivos papéis. (…) Florence é basicamente uma novata em Hollywood — acumulando créditos em um ritmo acelerado e ainda assim relativamente desprevenido. Seu primeiro papel de destaque, na adaptação britânica de 2016 de “Lady Macbeth,” acabou lhe rendendo uma indicação ao BAFTA e, pouco depois, ela conquistou o papel principal no filme de luta livre produzido por Dwayne Johnson, “Lutando Pela Família.” Ela estava prestes a viajar para filmar o suspense “Midsommar” quando Greta estava montando “Adoráveis Mulheres” e gravou-se fazendo um teste, a pedido da diretora.

Nós queríamos algo que pudéssemos apresentar a todos, porque ela é menos conhecida,” diz Greta. “Eu precisava que ela estivesse na mesma faixa de peso que a Saoirse — alguém que realmente pudesse ser igualmente formidável. E ela era essa pessoa. Eu mudei a data das filmagens por ela, porque eu queria muito que ela estivesse no filme.

Na última grande adaptação de “Mulherzinhas” — a versão de 1994 de Gillian Armstrong, profundamente querida pelos milenares — Amy foi interpretada por duas atrizes: Kirsten Dunst quando menina e Samantha Mathis quando mulher. Mas Robin Swicord, que escreveu essa versão do filme e atuou como produtor na iteração de Greta, disse que a Sony/Columbia Pictures estava “procurando uma ruptura clara da versão dos anos 90.

Nós dissemos: ‘Fazem 25 anos, e nós achamos justo que a nova geração tenha suas próprias ‘Adoráveis Mulheres’,’” Swicord diz. “Queríamos nos certificar de que estávamos fazendo algo que fosse bem diferente. Com Amy, em minha versão, nós sentíamos que ela era uma garotinha andando com todos os seus malapropismos, e nós não conseguíamos envolver nossos cérebros ao redor do salto no tempo. Mas por Greta ter focado bastante na vida adulta [das meninas] e mostrado a infância em reminiscência, você não questiona isso.

Saoirse diz que “cresceu” com essa versão do filme, mas Florence estava mais familiarizada com o livro de Alcott. Sua avó o lia para ela todo fim de semana, criando vozes únicas para todos os personagens.

Ela odiava a Amy,” diz Florence. “Ela sempre dizia, ‘Que garota mais malvada!’ É tão fácil amar a Jo, porque ela representa tudo o que nós queremos ser. Ela tem voz, e vai a luta e não liga para nada. Mas lendo o livro novamente, mais velha, eu percebi que cada coisa que a Amy diz é perfeita. Eu amo uma pessoa travessa em um livro. Ver alguém criar caos é a minha coisa favorita. Todas nós queremos ser a Jo, mas, realisticamente, definitivamente acho que, provavelmente, há mais de mim em Amy.

Greta teoriza que Amy há muito tempo recebe “pouca atenção” do público, que frequentemente se concentra em sua vaidade. Sendo uma garota, Amy tenta moldar seu nariz para que ele tenha outro formato, e ela é franca quanto ao seu desejo de casar com um homem rico e ter coisas boas. Enquanto isso, Jo rejeita de maneira terrível um pedido de casamento vindo de um rico e bonito pretendente — Laurie, interpretado no novo filme por Timothée Chalamet — e está mais interessada em se tornar uma grande escritora do que centralizar sua vida ao redor de um homem.

Mas eu acho que Amy tem muito mais profundidade do que as pessoas lhe atribuem,” diz Greta. “E em termos de feminilidade, nenhuma delas é feminina no sentido de ter isso se fundindo com suas identidades. Ambas são masculinas. Jo quer ser um garoto, e Amy performa feminilidade porque lhe é conveniente que as pessoas consigam o que querem.

É assim que Swicord vê as personagens também. No roteiro de Greta, o produtor diz, ela enxerga Amy como uma “pessoa prática lidando com o mundo que herdou” — um mundo no qual ela está apenas tentando crescer e encontrar sua própria identidade fora da sombra de sua poderosa e criativa irmã mais velha.

(…)

Em Concord, o elenco chegou duas semanas antes do início das filmagens para ensaiar, primeiro pesquisando o movimento transcendentalista e então trabalhando juntos nos diálogos. Greta escreveu o roteiro de maneira ultra-específica, com muitas linhas de diálogo sobrepostas para que fossem lidas uma sobre as outras. Era como estar em uma “banda de cinco pessoas,” diz Saoirse, com cada um tocando um instrumento diferente. “Foi por isso que nós acabamos ficando tão próximos, eu acho, porque nós contávamos uns com os outros e confiávamos um nos outros mais do que em um filme normal, em que você espera alguém dizer sua fala,” diz ela. “Nós sabíamos qual era o nosso papel e tínhamos que estar focados.

Florence, no entanto — ainda em meio as filmagens de “Midsommar” — foi o único membro do elenco que teve que pular o período de ensaios. Embora a diretora enviasse a ela áudios gravados contendo o dia de trabalho para que ela não se sentisse de fora, Florence acabou sentindo que a separação do elenco foi útil.

No começo nós ficávamos tipo, ‘Ah, Deus, ela não vai estar aqui,’ e parecia que todos nós precisávamos estar juntos,” diz Saoirse. “Mas, na verdade, você disse isso quando chegou a Concord, Flo — Amy está meio que seguindo seu próprio caminho. Amy e Jo são bem parecidas, na verdade, no sentido de que Jo é meio ‘Eu vou fazer isso.’ E Amy é, meio, ‘Você que se dane, eu vou fazer isso.’ Elas querem coisas diferentes, mas ambas são muito desafiadoras em espírito.

Ambas tem personalidades muito teimosas,” Florence acrescenta. “Mas eu não acho que elas sejam inimigas ou rivais.

Eu acho que uma é tão feminista quanto a outra,” continua Saoirse, “porque ambas sabem o que querem e sustentam isso.

Fora das telas, o jovem elenco desenvolveu um vínculo de irmandade também. Depois de uma semana desvendando o filme para a imprensa e membros da guilda em L.A., Florence diz que mandou um vídeo para Eliza — que não poderia estar na cidade devido a um conflito de trabalho — dizendo a ela para “não ficar com FOMO,” ou receio de perder [a experiência]. E embora Florence diga que ainda tem que pedir a Saoirse um resumo da temporada de premiações, a atriz mais velha diz que está orgulhosa assistindo Florence navegar pelo turbilhão da atenção midiática.

Quero dizer, não penso em você como sendo, tipo, nova no ramo ou o que quer que seja,” diz Saoirse. “Mas o que é empolgante em assistir você fazer isso, Flo, é que eu não acho que alguém tenha visto você assim antes. Ela está tão engraçada nesse filme, e as pessoas ainda não viram isso.

Não, não, elas não viram,” Florence concorda. “Acho que as pessoas estão reagindo [positivamente] porque é algo tão diferente — elas pensam, ‘O quê?! Você consegue fazer uma criança agora?’ Nenhum filme meu foi feito para esse mesmo tipo de público.

Tem sido muito bom ter você lá durante esses painéis de perguntas e respostas,” diz Saoirse. “E a questão sobre [esse filme] é, meus amigos têm me perguntado: ‘Você acha que “Adoráveis Mulheres” vai chegar à temporada de premiações?’ E eu digo a eles, ‘Sabe, você não tem mesmo como prever.’ Nós só temos que estar lá juntos e dizer: ‘Até então, tem sido ótimo.’”

Fonte: Los Angeles Times.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.



Na tarde de hoje, 28, Florence Pugh participou de uma conferência de imprensa para divulgar “Adoráveis Mulheres” para veículos de comunicação estadunidenses. O evento, exclusivo para jornalistas e representantes de publicações voltadas ao entretenimento, ocorreu no Hotel Beverly Wilshire, localizado em Beverly Hills, na Califórnia.

Com produção assinada pela stylist Rebecca Corbin-Murray, Florence usou um vestido midi estampado com o fundo preto da marca italiana La DoubleJ. Seus cabelos, presos em um semi-rabo de cavalo, foram obra do cabeleireiro Peter Lux, enquanto sua maquiagem ficou sob responsabilidade de Alex Babsky.

Confira abaixo as fotos do evento:
 



Em nova entrevista ao Den of Geek, a atriz britânica Florence Pugh refletiu sobre todo o ódio que sua personagem em “Adoráveis Mulheres” vem recebendo ao longo da história e saiu em sua defesa, além de abordar a dinâmica de Amy com sua irmã mais velha, Jo, e Laurie. Confira abaixo a entrevista traduzida:

“Adoráveis Mulheres”: Florence Pugh Sai Em Defesa De Amy March
Florence Pugh pondera o porquê de algumas pessoas odiarem injustamente Amy March… e entrar em um triângulo com Timothée Chalamet e Saoirse Ronan.

Florence Pugh tem uma tarefa pouco invejável à medida que “Adoráveis Mulheres” se aproxima. Ainda que o filme dirigido por Greta Gerwig marque uma oportunidade incrível para a jovem atriz, que já está tendo um ano excepcional com filmes como “Midsommar” e “Lutando Pela Família“, remanesce o fato de que ela está interpretando Amy March. Além de ser a caçula de quatro irmãs, começar a história como uma criança e terminá-la como uma jovem mulher, ela também é uma personagem que é bastante contrária à sua irmã mais velha, Jo (Saoirse Ronan). Ela também disputa os afetos do melhor amigo de Jo, Theodore Laurence (Timothée Chalamet), o Laurie.

Florence Pugh está ciente do desafio.

Sim, eu tive que interpretar uma personagem que todo mundo odeia, essencialmente, essa é a verdade,” Florence ri quando a encontramos no início desse mês para o lançamento do Blu-ray de “Midsommar“. “Acho que Amy teve uma infância difícil, e eu acho que a coisa certa que sempre amei nas crianças é que elas não sabem como se expressar. Acho que algo que é tão fascinante sobre assistir uma criança, seja em um churrasco ou quando você está colocando um bebê na cama, é que elas não sabem como conversar e não sabem como expressar essa grande raiva ou essa grande chateação.

Na opinião de Florence, essa inabilidade de expressar suas decepções ou até mesmo queixas justificadas é o motivo de Amy ter uma má reputação entre muitos leitores de “Mulherzinhas“.

Amy está naquela doce fase de ser quase uma adulta, mas também ainda ser uma criança, e ela não sabe como lidar com isso. E ela também é muito sincera e bastante direta. Eu acho que essa é a coisa mais legal e fofa das crianças; elas podem te dizer o quão feio você está, ou até mesmo o quanto você engordou no natal, e elas simplesmente dizem essas coisas como se fossem fatos, e você sabe que são… Ela não está errada, ela apenas não sabe como dizer essas coisas ainda.

Porém, na nova visão de “Mulherzinhas” de Greta, Amy está tendo sua perspectiva exibida. O amado romance de Louisa May Alcott, que teve sua primeira edição publicada em 1868, contou a história das quatro irmãs March crescendo durante a Guerra Civil e, mais à frente, quando elas entram na vida adulta. A maioria dos filmes — incluindo a popular adaptação de 1994, onde Amy foi interpretada por Kirsten Dunst aos 12 anos e por Samantha Mathis aos 16 — geralmente se concentra nos primeiros anos, em que o público adota o viés de Jo.

No entanto, o novo filme deve se concentrar da mesma forma, se não mais, na segunda metade da história, com uma forte ênfase em Amy saindo pelo mundo como companheira da tia-avó March (Meryl Streep). Também terá que convencer os fãs de Saoirse Ronan e Timothée Chalamet de que não há problema em querer que Laurie termine como uma irmã March diferente.

Florence diz, “Eu acho que há algo que Saoirse e Timmy fazem tão bem, até mesmo nessa… grande discussão em que Laurie e Jo finalmente colocam tudo para fora, e ele diz que a ama e ela diz a ele que não sente o mesmo. Na minha opinião, o melhor é que Saoirse e Timmy têm essa química única de irmãos de qualquer forma, e ela está presente aos montes.” Para Florence, seus colegas de elenco deixam bastante óbvio que Jo e Laurie não foram feitos para ficarem juntos e que Jo não pode amá-lo dessa forma.

… Florence então acrescenta, “E é claro que Amy sempre levará a culpa, porque ‘ela tomou ele dela,’ mas eu espero que as pessoas vejam o amor que Laurie e Amy têm um pelo outro também.

Para uma certa variedade de leitores de “Mulherzinhas“, esse é um pedido complicado, mas, considerando o quão positivas têm sido as primeiras reações à peça de época dirigida por Greta, parece que Amy talvez não precise ser defendida tão eloquentemente por muito mais tempo.

Fonte: Den of Geek.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.



Na noite de ontem (23), Florence Pugh compareceu a uma exibição especial de “Little Women” (Adoráveis Mulheres, em português) para membros do SAG-AFTRA, que aconteceu no cinema DGA, da Director’s Guild of America, em Los Angeles. A atriz se juntou a alguns de seus colegas de elenco – Meryl Streep, Saoirse Ronan, Timothée Chalamet e Laura Dern – e à diretora, Greta Gerwig, em um painel, logo após a exibição do filme, para responder às perguntas dos presentes relacionadas ao mesmo. Florence, que foi produzida por sua stylist, Rebecca Corbin-Murray, pelo cabeleireiro David Stanwell e pela maquiadora Kate Lee, trajava um divertido macacão preto de lurex com discretas estampas geométricas. Seu cabelo estava semi-preso por uma fivela no alto da cabeça, e seus olhos traziam um esfumado marrom discreto.

Confira abaixo todas as fotos do evento e o vídeo do painel liberado na íntegra pelo SAG-AFTRA:

 



Florence Pugh concedeu uma entrevista exclusiva para a Entertainment Weekly a respeito do filme “Adoráveis Mulheres“. No bate-papo com a EW, Florence conversou sobre a nova abordagem de Amy segundo a visão de Greta Gerwig, o estilo da diretora, seu relacionamento com seus colegas de elenco e, como era de se esperar, como foi contracenar com a lenda do cinema, Meryl Streep. A entrevista foi realizada por David Canfield e fará parte da edição de novembro da publicação. Confira abaixo o artigo disponibilizado no site da EW traduzido e os scans da revista:

Florence Pugh sobre o que faz de “Adoráveis Mulheres” tão incrível: ‘Eles comem o tempo todo’
Florence é a revelação que rouba a cena em “Adoráveis Mulheres”, que oferece uma visão mais profunda e detalhada de Amy March do que qualquer adaptação anterior.

Florence Pugh, 23 anos, é um deleite cômico como Amy March, que encontra uma nova vida na adaptação de Greta Gerwig do clássico “Mulherzinhas“. Como parte da nossa reportagem de capa da edição de novembro, estrelada por Timothée Chalamet e Saoirse Ronan, conversamos com a estrela de “Midsommar” sobre entender Amy, trabalhar com Greta, e mais.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Amy nem sempre é a irmã March mais popular. Como você se sentiu inicialmente em aceitar o papel?
FLORENCE PUGH:
Eu nunca desgostei dela, então acho muito engraçado que as pessoas fiquem meio, “Ai meu Deus, você está interpretando a pior irmã de todos os tempos!” Presumo que haja algo sobre eu interpretar ela. [Risos] Me lembro de sempre gostar de uma criança mimada, seja em livros ou filmes, porque todos nós conhecemos alguém assim. Elas sempre representam o pior e o melhor lado de todos nós. Há algo muito cativante em alguém que simplesmente fala exatamente o que pensa. Eu colocando meus dedinhos em ambas as versões infantil e adulta [de Amy], foi algo como, “Ai meu Deus, o que vai acontecer?” [Risos]

EW: Amy e seu relacionamento com Jo ganham muito mais foco nessa versão. Como você e Greta abordaram isso?
FP:
Eu posso imaginar que as pessoas a odeiem porque ela nunca teve realmente o suporte necessário. Você nunca entende efetivamente o porquê dela e Laurie terem ficado juntos; você queria que fossem Jo e Laurie, então realmente não faz muito sentido. De acordo com os contos de fada, esse não é o caminho ideal: permitir que a irmã mimada ganhe o garoto. Dito isso, eu entendo a razão de ela ser uma personagem frustrante [aos olhos do público]. Mas, desde o momento em que consegui esse trabalho, sempre foi deixado muito claro que todo o elenco teria igual importância na história e Greta queria muito contar a história dessas meninas, não apenas um arco [dela]. Quando chegamos ao set e começamos a trabalhar juntos, descobrimos nossas próprias dinâmicas… Formamos nossas próprias amizades, de qualquer forma. Foi muito fácil transformar isso em realidade [para Amy]. Ela merecia um pouco de atenção e eu espero que as pessoas a vejam e pensem, “Entendi. Eu entendo ela agora.

EW: Você, Saoirse Ronan, Emma Watson e Eliza Scanlen realmente parecem irmãs. Vocês criaram um vínculo fora do set de filmagens?
FP:
Nós não estávamos fingindo em nenhuma daquelas lutas, discussões ou demonstrações de amor. Nós vivíamos juntas; quando cheguei lá, tivemos que nos apressar e conhecer uma a outra muito rapidamente. Isso, para mim, foi fácil porque todas nós nos entendíamos e tínhamos o mesmo senso de humor. Nós nos reuníamos para jantar: toda semana tentávamos fazer um jantar e ter meio que um anoitecer de marasmo. Naquela época, o tempo estava começando a ficar frio e aconchegante, então todas nós fazíamos quentão e cozinhávamos pratos à bolonhesa. Foi muito idílico.

EW: Você e Saoirse chegam às vidas de fato, também.
FP:
[Risos] Saoirse e eu trocávamos olhares engraçados, e isso significava, “Vamos brigar.” De maneira clássica, estaríamos lutando ou irritando uma a outra de brincadeira — tudo isso era completamente real, ao ponto em que, durante uma briga, me lembro de ter falado algo como, “Saoirse, apenas pule em mim e me bata!” E ela respondeu, “Ok!” Isso foi muito divertido e só pode acontecer quando você ama e confia em alguém. E nós nos amávamos e confiávamos uma na outra de verdade.

EW: Como foi entrar na personagem como Amy no set de filmagens e recriar tantas cenas icônicas?
FP:
Aqui vai uma coisinha: eu literalmente tinha acabado de encerrar “Midsommar“, que, de uma maneira gloriosa e colorida, é macabro. Obviamente você pode imaginar a exaustão em que minha cabeça se encontrava quando eu terminei [esse projeto]. Fui direto daquele set para Boston para fazer meus testes de cabelo e maquiagem para “Adoráveis Mulheres“. Eu não poderia agradecer Amy o suficiente por essa oportunidade. Ela é tão divertida e jovem. [Risos] Foi uma maneira muito legal de seguir em frente e desapegar [de “Midsommar“]. Greta realmente me deixou aproveitar isso. Acho que toda cena em que todas as garotas estão presentes — só para você saber, no roteiro, há cerca de quatro falas que estão escritas umas sobre as outras. É meio que como música, como uma partitura musical. É assim que Greta escreve, especificamente. Ela espera que você diga sua fala e que você o faça exatamente como está na página. Então você acaba criando essa cacofonia de ruídos e sons. Essa foi a coisa mais fascinante sobre a maneira como Greta dirigiu. É tudo muito musical. Cada cena na qual eu podia… só falar um monte de besteiras para Saoirse, Emma ou Eliza, era uma felicidade absoluta. Eu adoro ser impulsiva e desenfreada [em cena]. Sendo esta garotinha irreverente e atrevida, amo a cena em que chego e peço desculpas a Jo. Na verdade, essa foi uma das cenas presentes nas minhas fitas de audição. Eu a amei quando fiz pela primeira vez, e quando nós a encenamos no set, foi brilhante. Ela é tão insensível.

EW: Que aspecto da visão específica de Greta te atraiu tanto?
FP:
A coisa que mais chamou a minha atenção na versão de Greta foi que essas meninas são tão atrevidas e travessas, elas são as melhores e piores irmãs, elas batem umas nas outras, elas amam umas as outras e elas comem o tempo todo. Isso fez delas normais, as fez respirar, tornou-as vivas. No fim das contas, o que todo mundo está tentando dizer com “Adoráveis Mulheres” é que só porque elas estão usando aquelas roupas e dizem aquelas coisas, não significa que elas não sejam completamente irreverentes e deliciosas no fundo, e tão normais quanto as garotas de hoje em dia com 10, 11, 12, 13 anos são. Isso foi o que Greta fez tão bem.

EW: Você também pôde contracenar bastante com Meryl Streep (como Tia March). Você se sentiu intimidada?
FP:
Estranhamente, não. Quero dizer, sim, obviamente. Mas quando você está com alguém que, só de respirar te deixa hipnotizado, você se sente em paz. Não importa o que você faça; eles estão lá, e farão com que tudo seja magnífico todas as vezes. Não há nada melhor do que atuar com alguém que é incrível. Isso faz você se sentir incrível. Essa é a melhor maneira de resumir como é atuar em uma cena com Meryl Streep. [Risos]

EW: Por que “Adoráveis Mulheres” é uma história importante de se contar em 2019?
FP:
Toda geração precisa disso. Eu não acho que um dia deixaremos de precisar de uma história sobre quatro mulheres que se passa em uma época em que lhes era dito que não podiam fazer as coisas e, ainda assim, elas as faziam.

Fonte: Entertainment Weekly.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.



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