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Florence Pugh e Scarlett Johansson concederam uma entrevista conjunta para a edição britânica de outubro da revista Empire, realizada por Chris Hewitt, acompanhada de um ensaio fotográfico promocional distribuído pela Marvel Studios e de autoria do fotógrafo Ricky Middlesworth. No bate-papo, as atrizes discutiram o aguardado filme “Viúva Negra”, sua importância para a Marvel e para a indústria dentro de um ponto de vista feminista e inovador e muito mais. Confira abaixo a entrevista traduzida, as fotos da sessão fotográfica, os novos stills de produção divulgados com exclusividade pela publicação e os scans da revista:

Passando a Tocha
O tão esperado ‘Viúva Negra’ vê Scarlett Johansson dando adeus ao UCM e Florence Pugh chegando com alvoroço. Nós as reunimos para falar sobre mentoria, testar limites, explorar coisas novas e poder feminino

Há uma chance muito real de que “Viúva Negra”, de Cate Shortland, seja a última excursão de Scarlett Johansson no Universo Cinematográfico da Marvel como sua personagem-título, a astuta super-espiã/soldado solitária Natasha Romanoff. O que seria uma tremenda pena. Porque, embora essa seja a oitava viagem de Scarlett no carrossel UCM desde que ela apareceu pela primeira vez em “Homem de Ferro 2”, em 2010, é a primeira de Florence Pugh como a ex-espiã soviética, antagonista e meio-que-irmã de Natasha, Yelena Belova, em uma prequela aparentemente projetada para outorgar o manto de Viúva Negra a ela — agora que a própria Natasha está morta, ao que tudo indica irrevogavelmente, em um planeta estranho. E se a química fácil, engraçada e estimulante que as atrizes americana e britânica demonstraram em uma ligação com a Empire no começo deste verão se transferir para a telona, a Marvel deve tentar reuni-las em todas as oportunidades. Prequelas, spin-offs, sitcoms, o que funcionar. Ainda assim, como alguém disse uma vez, o futuro não está definido, e durante a entrevista conjunta da Empire, Scarlett e Florence falaram sobre o presente, o passado, e o caminho que levou a Marvel a fazer um filme protagonizado/dirigido por mulheres, que tem como finalidade a inovação…

Quando foi a última vez que vocês se viram pessoalmente?
Scarlett Johansson:
Eu vi você na época do Oscar…
Florence Pugh: Mas nós fizemos refilmagens uns dois ou três dias depois disso, lembra, querida?
Scarlett: Ah, verdade. Nós duas estávamos doentes.
Florence: Nós nos vimos bastante durante a temporada de premiações, o que foi muito legal porque tínhamos acabado de fazer um filme juntas. Então eu pude simplesmente ir e cutucar Scarlett Johansson em tapetes vermelhos e soltar, “Tudo bem, eu conheço ela.” Mas sim, é muito estranho não estar com ela. Nós começamos [a trabalhar no filme] há mais de um ano, querida. Foi em maio [de 2019] que começamos nossos treinos juntas.
Scarlett: Antes de você e eu começarmos a trabalhar nesse projeto juntas, eu tive um ou dois anos do processo de desenvolvimento. Faz tanto tempo. Fazem quase três anos, na verdade. Eu pensei nisso outro dia. “Quando eu comecei essa conversa para valer?” Lembro de quando nós estávamos filmando “Guerra Infinita”, comecei a falar pela primeira vez com Kevin [Feige] sobre isso como uma possibilidade real, como algo que realmente poderia acontecer. Foi há tanto tempo. Já faz uma eternidade.

Vocês duas se conheceram há mais de um ano, presumivelmente batendo uma na outra com violência?
Florence:
Literalmente. Eu nunca tinha feito um desses filmes antes, então eu estava muito ansiosa para iniciar e começar a aprender como rolar pelo chão [em uma coreografia de luta], porque eu não sabia exatamente o quanto se esperava de alguém que estava entrando em um desses filmes. O mais engraçado é que nós começamos ensaiando algumas cenas, o que foi adorável, mas na primeira semana de filmagens, Scarlett e eu tínhamos uma das maiores cenas de luta para nossas personagens, em que elas se vêem pela primeira vez em anos. E foi a primeira vez em que nos vimos, então nós estávamos fazendo esses ensaios e eu falava coisas do tipo, “Ok, eu te enforco agora e em seguida você me joga na parede.
Scarlett: É como um exercício de confiança bastante agressivo. Como atrizes, normalmente você se apóia na pessoa ou vocês se olham e dizem a mesma palavra por, tipo, 20 minutos. Foi exatamente assim, mas com uma chave de braço, basicamente. Embora eu deva dizer que foi eficaz. Apenas como atores, alguém teria a oportunidade de fazer algo assim. É uma loucura. É um trabalho tão engraçado e esquisito, no qual você pode ver alguém pela primeira vez em um ensaio de uma peça e um dia e meio depois, vocês estão gritando e soluçando um com o outro, se abraçando, ambos com muco escorrendo pelo rosto, e você expôs toda a fragilidade do seu eu infantil.
Florence: O mais legal disso é quando você conhece alguém que gosta tanto quanto você desse tipo de coisa. Isso torna toda a experiência um pouco mais agradável. Nem todo mundo gosta de ser jogado no chão o tempo todo, mas Scarlett e eu adoramos.

Scarlett, você já deve estar batendo nas pessoas segundos após conhecê-las há um tempo agora.
Scarlett:
É estranho dizer isso, mas já é uma coisa antiga para mim. É muito engraçado, no entanto. Já faz uma década em termos de duração e eu sei onde minha energia é melhor usada. Sei que provavelmente não vou atingir o nível profissional de Muay Thai em quatro meses. De forma que gastar minha energia tentando me igualar a um atleta profissional é um desperdício do meu tempo. Eu sei que é mais importante para mim que eu seja e pareça capaz e tenha esse tipo de confiança no que quer que eu esteja fazendo. Mas nem sempre foi assim. Eu passei tantos filmes me preocupando em excesso com coisas que basicamente nunca eram utilizadas, ou criando uma sequência de luta de seis minutos de duração e então mostrando-a ao diretor no dia da filmagem para ouvir ele dizer, “Eu acho que só precisamos de 15 segundos disso.” Aí você fica, “O queeeeee? Eu desperdicei todo esse tempo!” Então eu acho que sou mais eficiente agora.

Florence: Quando estávamos fazendo aquela primeira luta, eu estava muito preocupada com uma rotação que eu tinha que fazer, e estava basicamente tentando mergulhar no ar enquanto aplicava um golpe nas pernas dela para então rolar. Para uma pessoa normal, isso é quase impossível. E eu me lembro de ficar apreensiva com isso: “Eu não sei se vou conseguir fazer essa acrobacia.” Scarlett me disse, “Querida, há um motivo para você ter alguém que se pareça exatamente com você pronta para te dar apoio. Ela é uma atleta e sabe como fazer isso e ficará ótimo.

Há coisas para as quais você não tem dublês: a parte da atuação. Vocês podem falar sobre isso e sobre trabalhar nesse relacionamento entre essas duas personagens, que tem que ser fraternal mas com um certo limite?
Florence:
Foi uma alegria completa. Mas também, eu na verdade embarquei em uma narrativa da qual eu não fazia parte e precisava ser educada sobre. Eu sei um pouco de assistir aos filmes anteriores, mas foi realmente fantástico que a mulher com quem eu estava trabalhando não só era a rainha deste reino, como também sabia absolutamente tudo. Foi ótimo embarcar nesse projeto e dar vida a esse relacionamento complicado, no qual há tanto amor mútuo e também tanta dor por trás deste amor, que leva um filme inteiro para que elas realmente possam se abrir uma com a outra.
Scarlett: De muitas maneiras, a pressão não estava realmente sobre mim. Eu tinha confiança na Cate [Shortland], nossa diretora, para liderar todos nós como uma trupe de atores, para nos guiar e encontrar mais profundidade em algo, ou um afeto em algo, ou diferentes nuances. De forma que parecia um pequeno filme dentro de um grande filme, eu acho. Quando você o assiste, você também tem essa impressão. Tem um certo intimismo sobre ele. Esses relacionamentos são possivelmente alguns dos mais complicados com os quais a Marvel já lidou. Eles são profundos, casos familiares complicados. Nós pudemos fazer algumas coisas muito gratificantes do ponto de vista dramático, e é para isso que trabalhamos.

O filme é uma prequela. Há um grande motivo para isso, que é que agora Natasha está morta no UCM. O que foi um grande choque — Florence, eu presumo que você já tenha visto “Ultimato”?
Florence:
[risos] Eu já assisti, não se preocupe.
Scarlett: Alerta de spoiler!

[…]

Florence, você vem acompanhando com afinco o UCM e a progressão de Scarlett como Natasha ao longo da última década ou algo assim?
Florence:
Eu não era uma fanática. Sem ofensa, Scarlett. Eu não sei todas as informações sobre todos os personagens, mas me lembro de assisti-los durante a minha adolescência. Eu definitivamente me mantive atualizada. Tanto que fiquei arrasada — me lembro dos primeiros vazamentos sobre a morte da Natasha e que achei isso muito injusto porque ela era a personagem feminina mais incrível. Me lembro de ficar chocada. Mas é engraçado ter trabalhado no filme pelo qual as pessoas vêm torcendo nos bastidores há anos, e poder trabalhar ao lado da Viúva Negra e assisti-la.
Scarlett: Florence diz todas essas coisas, mas ela tem tanta integridade e sua personagem também. Ela é excepcionalmente independente. A personagem é tão cheia de vida e tem tanta segurança em si mesma. Essas são todas qualidades que Florence tem de sobra. É muito revigorante. É uma performance muito revigorante e empolgante de se assistir.

Ambas entraram no UCM em pontos muito distintos. Scarlett, ainda era um grande risco quando você fez “Homem de Ferro 2”, e, ao longo dos anos, sua contribuição os ajudou a chegar a um ponto em que um filme como este não é mais um risco. E, francamente, o UCM foi um grande festival de salsichas [lê-se: masculino] por anos…
Scarlett:
Um festival de salsichas? [risos]

Sim! E agora é muito mais representativo e muito mais diverso. Então, as coisas mudaram nesse sentido.
Scarlett:
Sim, graças a Deus. Estamos evoluindo com o tempo. O que eu posso dizer é que, falando especificamente sobre esse filme — porque é impossível englobar todo o Universo Marvel e o quanto ele é muito maior do que jamais poderíamos ter imaginado que seria um dia — tem tanta coisa acontecendo. Vai além da compreensão. Quando comecei há dez anos, não li um roteiro. Eu não sabia em que isso se transformaria. Eu estava colocando toda a minha confiança em Jon Favreau [diretor de Homem de Ferro 2]. Mas nenhum de nós, desde aquele comecinho, poderia ter imaginado que estaríamos aqui, discutindo esse tipo de coisa. Eu acho que esse filme em particular é basicamente um reflexo do que está acontecendo em consequência dos movimentos Time’s Up e #MeToo. Seria um erro tão grande se não abordássemos esse assunto em específico, se esse filme não levantasse essa bandeira abertamente. Eu acho, particularmente para Cate, que era tão importante para ela fazer um filme sobre mulheres que estão ajudando outras mulheres, que tiram outras mulheres de uma situação extremamente difícil. Alguém me perguntou se Natasha era uma feminista. É claro que ela é, isso é óbvio. É uma pergunta meio estúpida.

Vou riscar ela da minha lista…
Scarlett:
[risos] Mas esse filme, com sorte, não irá apenas elevar o gênero, como também testará os limites da Marvel novamente e a impulsionará além de sua zona de conforto de uma forma completamente nova. É uma oportunidade realmente única fazer um filme desta escala, que tem uma mensagem tão comovente, profunda e poderosa por trás. Acho que conseguimos fazer isso com louvor.
Florence: Sim. E você percebe isso nos dez primeiros minutos do filme. Você já está impressionado por coisas incríveis que não estariam em um filme, qualquer filme, mesmo que somente cinco anos atrás. Foi muito legal de se assistir.

Isso é interessante. Como “Pantera Negra”, este teria sido um filme muito diferente dez anos atrás.
Scarlett:
Tenho certeza que um filme da Viúva Negra poderia ter sido feito há dez anos, mas não teria sido esse filme, com certeza. Teria sido outra coisa que provavelmente pareceria ótima. [risos]

E agora foi feito.
Florence:
Está incrível. Eu tenho que falar: eu assisti a um corte [do filme], estava sentada no sofá e todas as vezes em que algo acontecia, algo que tinha qualquer tipo de ação, eu ficava tipo, “Vamos, Natasha! Vai! Vai!” Eu estava muito animada em gritar com a minha própria televisão.

Você faz isso com todos os filmes da Scarlett? Com “História de Um Casamento”, digamos? “Vai, Scarlett, vai!”
Scarlett:
Ah, sim, ela faz isso com todos eles. Ela amou a cena do divórcio no tribunal. Ela estava torcendo por mim.
Florence: Eu estou sempre torcendo por todas as personagens dela. “Se divorcie!

Fonte: Empire UK.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.
 

 



O livro oficial do filme “Viúva Negra“, a ser lançado pela Marvel, finalmente ganhou uma data prevista para chegar às prateleiras mundo afora: o lançamento está inicialmente marcado para o dia 6 de outubro de 2020, com a pré-venda provavelmente se iniciando em uma data próxima!

O especial, que se trata de um guia completo do filme; incluindo entrevistas inéditas com o elenco e a equipe, irá proporcionar ao leitor a experiência de se submergir no processo de criação da mais nova e aguardada obra da Marvel Studios. Apresentando fotos e imagens das filmagens, o título trará também conteúdo exclusivo do elenco principal (Scarlett Johansson, Florence Pugh, David Harbour e Rachel Weisz), além de bate-papos com a equipe responsável por dar vida ao mundo da espionagem de “Viúva Negra” e uma análise aprofundada da história em quadrinhos da icônica personagem da Marvel.

Confira abaixo a prévia da entrevista de Florence traduzida por nossa equipe e a nova imagem promocional divulgada no scan:

YELENA BELOVA
Florence Pugh fala sobre família e ser a assassina prática e objetiva que faz o que tem que ser feito.

Como você se sentiu ao ingressar no Universo Cinematográfico da Marvel?
Como em qualquer franquia, é sempre um pouco intimidador, devido ao que você irá trazer e de quem você irá interpretar. Eu acho que, para qualquer ator, isso automaticamente será algo muito marcante e especial, quer você assista a esses filmes pessoalmente ou não. Todo mundo cresce envolto nos filmes da Marvel, ou assistindo a eles, ou, ainda, com algum irmão que os ama e é um(a) fã ávido(a).

Foi convidativo o quanto o Universo Cinematográfico da Marvel vem se expandindo?
Totalmente. O próprio fato de terem colocado Cate Shortland na cadeira do diretor, alguém que eu nunca teria imaginado que estaria dirigindo um desses filmes, na frente de uma das histórias mais queridas, é incrível. Isso por si só já aponta para uma nova direção. O que nós viemos tentando explicar desde o começo, é que parece que Cate está apenas dirigindo outro de seus filmes. Que por acaso acontece de ter essa mega história do Universo Cinematográfico da Marvel por trás. Nunca pensei que essas duas coisas se misturariam tanto. Além disso, a história que estamos contando é bastante assustadora. É sobre mulheres que foram, essencialmente, abusadas e treinadas para serem máquinas mortíferas. Como Scarlett disse inúmeras vezes, esse é o momento certo para ela contar a história da Viúva Negra. E não estamos nos esquivando do fato de que essa história é essencialmente sobre mulheres recuperando sua vida. E é um filme da Marvel Studios, também. Isso é muito raro, e é muito emocionante fazer parte disso.

Conte-nos sobre a sua personagem.
Eu interpreto Yelena, a irmã mais nova irritante que fala tudo o que vem à cabeça sem medir as consequências. Quando nós a conhecemos, ela está meio que descobrindo o mundo sob uma nova perspectiva. Ela está magoada, é complicada e age de forma desgovernada. Quando ela reencontra a personagem de Scarlett, Natasha, Yelena está meio que redescobrindo quem ela é após ficar tanto tempo na Sala Vermelha. Então, juntas, elas percebem que estão sofrendo de maneiras muito semelhantes. Há uma amizade adorável e única entre as duas, porque, no fim das contas, elas são irmãs que não se viam há muito tempo. Elas consertam uma à outra e a falta que ambas fizeram em suas vidas. No centro disso, está essa jornada bastante brutal de descobrirem quem elas são, e isso é algo que eu não imaginava que combinaria com tantas explosões incríveis, armas, e isso e aquilo. Na verdade, há uma história muito triste no fundo.

Fonte: Black Widow: The Official Movie Special e Amazon.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.



Em uma breve entrevista à edição especial de agosto da revista Empire UK, intitulada de Big-Screen Preview Issue, a diretora de “Viúva Negra“, Cate Shortland, confirmou que Florence Pugh será a nova Viúva Negra do Universo Cinematográfico da Marvel. Cate, que não poupou elogios a performance da atriz no papel de Yelena Belova, falou também um pouco sobre o processo de edição do filme, que sofreu um pequeno atraso devido a pandemia do novo coronavírus. Confira abaixo alguns trechos traduzidos nos quais a diretora menciona Florence e o filme e seu processo de pós-produção:

Viúva Negra
A diretora Cate Shortland diz-nos para esquecer o que achamos que sabemos — a tão esperada pré-sequência de Natasha Romanoff está cheia de surpresas

Empire UK: Como vai você? Vocês já deveriam ter concluído e finalizado o filme a essa altura.
Cate Shortland:
Nós estávamos a uma semana de finalizar a edição quanto tivemos que parar, e então, provavelmente, levaram outras duas semanas para reunirmos a tecnologia necessária para que pudéssemos continuar editando. A parte musical está toda pronta. Estamos quase lá!

Empire: Bom, você tem que se manter ocupada. Então você está iniciando a Fase Quatro da Marvel com a pré-sequência, voltando ao passado para avançar até o futuro. Essa contradição é algo sobre o qual você falou ao fazer esse filme?
Cate:
Sim, foi. Kevin [Feige, chefe da Marvel] sempre se interessa pelo inesperado. Ele percebeu que o público esperava uma história de origem, então, é claro, fomos na direção oposta. E não sabíamos o quanto Florence Pugh seria genial. Nós sabíamos que ela seria ótima, mas não sabíamos o quanto. Scarlett é tão graciosa, ela disse, “Oh, estou passando o bastão para ela.” Então isso vai impulsionar outra história feminina.

Empire: Então você vê esse filme mais como uma entrega do que apenas uma despedida de Scarlett?
Cate:
Sim. Em “Ultimato“, os fãs ficaram incomodados com o fato de Natasha não ter tido um funeral. Enquanto Scarlett, quando eu conversei com ela sobre isso, disse que Natasha não iria querer um funeral. Ela é muito reservada, e de qualquer maneira, as pessoas não sabem realmente quem ela é. Então, o que fizemos nesse filme, foi permitir que o final fosse a dor que os indivíduos sentiam, ao invés de uma grande manifestação pública [de tristeza]. Eu acho que é um final adequado para ela.

Empire: Essa é uma abordagem muito interessante também, dado o fato de que há um aspecto de solidão nela. Colocá-la junto a uma quase-família é realmente contra-intuitivo.
Cate:
Totalmente, e novamente é Kevin, insanamente inteligente. Essas pessoas a conhecem desde a infância, então a máscara dela tem que cair imediatamente, porque, caso contrário, eles chamam sua atenção. Esse é um lado dela que vocês não estão acostumados a ver e eu acho que essa é uma maneira particularmente feminina de se olhar para uma história. Muitas vezes, os homens olham para as coisas em um grande mural mítico, certo? A grande heroína que vai matar o inimigo. O que nós abordamos foi, quem é ela quando está sozinha? Quem é ela com as pessoas que a conhecem melhor? Esses são os detalhes que estávamos procurando [explorar].

Empire: Isso foi um desafio para Scarlett em termos de atuação? Essa personagem tem sido tão definida por sua privacidade que, quando você a aprofunda e a faz se abrir, pode parecer uma pessoa completamente diferente.
Cate:
Ela sempre será reservada, mas acho que o que Florence Pugh fez, como atriz, foi se revelar tão completamente que Natasha não tem outra escolha a não ser fazer o mesmo. Então você tem esse… quase um romance realmente bonito entre as duas garotas. É a história de irmãs. Estou orgulhosa do que ambas fizeram, porque é bastante sutil mas, emocionalmente, tem muito amor, empatia e compaixão.

Fonte: Empire UK — The Big-Screen Preview Issue.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.



Ontem, 02 de fevereiro, durante o intervalo do Super Bowl, foi exibido um novo comercial de ‘Viúva Negra‘, intitulado de ‘Choose‘. No novo Spot, Natasha (Scarlett Johansson), Yelena (Florence Pugh), Melina (Rachel Weisz) e Alexei (David Harbour) se reúnem para enfrentar os fantasmas de seu passado e o vilão Treinador.

Confira:

A Marvel divulgou também pôsteres individuais de alguns personagens, incluindo Yelena Belova:

Confira a sinopse oficial do filme divulgada pela Marvel Studios em janeiro e traduzida pela nossa equipe: “No thriller de espionagem repleto de ação da Marvel Studios, ‘Viúva Negra‘, Natasha Romanoff confronta as partes mais sombrias de seu histórico quando uma conspiração perigosa ligada ao seu passado surge. Perseguida por uma força que não parará por nada até acabar com ela, Natasha deve lidar com sua história como uma espiã e os relacionamentos rompidos que deixou para trás muito antes de se tornar uma Vingadora.”

O filme chega aos cinemas brasileiros no dia 30 e abril de 2020!



Em uma entrevista exclusiva ao site Den of Geeks, Florence Pugh discutiu seu ingresso no Universo Marvel, os treinamentos necessários para trazer Yelena Belova à vida, acrobacias, coreografias de luta e muito mais sobre o próximo e aguardado lançamento da Marvel Studios: “Viúva Negra“. Confira abaixo a entrevista traduzida:

“Viúva Negra”: como Florence Pugh se juntou ao Universo Cinematográfico da Marvel
Florence Pugh nos fala sobre interpretar a “irmã” de Scarlett Johansson em “Viúva Negra” e o treinamento necessário para ingressar no Universo Marvel.

Florence Pugh descobriu que adorava o trabalho acrobático e as coreografias de luta enquanto interpretava a lutadora da vida real, Paige, em “Lutando Pela Família“, que estreou este ano. Mas é seguro dizer que aparecer como Yelena Belova, a “irmã mais nova” da super-heroína de Scarlett Johansson em “Viúva Negra“, levou as coisas a outro nível.

Essa foi a parte mais legal de fazer esse filme,” Florence diz. “A parte acrobática contava com essas duas assassinas que precisavam se mover incrivelmente e precisavam lutar uma contra a outra.

Quando nos sentamos para conversar com Florence, ela está no meio de um grande ano. Estamos falando com ela após um marco estelar no ensolarado filme de terror de Ari Aster e da A24, “Midsommar“, mas só em 2019 ela também apareceu naquele filme de luta-livre mencionado anteriormente e ainda tem “Adoráveis Mulheres“, de Greta Gerwig, chegando em dezembro. Ela considera cada experiência uma oportunidade única de interpretar uma persona diferente e ímpar. Mas ingressar na Marvel Studios realmente é como entrar em um novo universo, dada o quão sofisticada e consagrada essa franquia hidra de múltiplas camadas se tornou.

‘Viúva Negra’ é outra grande coisa incrível na qual eu consegui colocar as minhas mãos, o que é completamente louco,” diz Florence. “Eu tive um verão tão maravilhoso com a Scarlett abrindo os meus olhos para todo esse universo… nós nos divertimos tanto filmando esse projeto e me pareceu muito natural estar abusando [da boa vontade] dela e a amando, tudo na mesma frase.

Ela continua, sugerindo que Yelena e a Natasha Romanoff de Scarlett têm um laço tão forte quanto o de sangue, após ambas crescerem na Academia Sala Vermelha, na Mãe Rússia. No entanto, isso não significa que elas não terão problemas.

Florence diz, “Elas certamente têm um relacionamento fraterno. Elas compartilham da mesma dor, compartilham os mesmos conflitos; irritam uma a outra, se amam; se portam do mesmo jeito; elas certamente se completam muito bem.

Quanto a gravar um filme da Marvel em si, Florence considera isso um daqueles “momentos me belisque” na vida em que ela pode ser grata por passar um verão inteiro mergulhando na fisicalidade de como os super-heróis são feitos. Isso inclui algumas acrobacias rigorosas e preparação para combate, como vimos nas cenas chocantes exibidas na San Diego Comic-Con, no início desse ano, que mostravam Natasha e Yelena apontando armas uma para a outra e então regredindo para socos em uma cena de luta que não pareceria deslocada em um filme do Jason Bourne.

O mais legal para mim foi que eles estavam super de acordo com você fazer o quanto do trabalho acrobático que quisesse, Florence explica. “Eu sabia que adorava tudo isso desde ‘Lutando Pela Família’, então assim que cheguei ao set [na época dos ensaios], fui imediatamente aprender com todos aqueles dublês incríveis. Basicamente, é o trabalho deles te ensinar a ser o melhor… todas essas pessoas únicas que vieram de todo o mundo, que sabem lutar kickboxing, ou que tem como habilidade luta com facas, e isso é bizarro e único.

Ela continua, “Então fiquei no galpão [de treinamento] por cerca de um mês, absorvendo tudo o que eu precisava, e, aí, fui levando. É um trabalho bastante árduo, mas, no fim das contas, eles permitem que você faça o quanto você quiser… e eles ficam extremamente felizes mesmo se você só quiser dar um salto estrela, mais ainda se você quiser se envolver com a [parte física da] luta.

Imaginamos que Yelena causará uma grande impressão quando ela mais do que se defender contra sua irmã em “Viúva Negra“, em maio.

Fonte: Den of Geek.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.



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