Seja bem-vindo ao Florence Pugh Brasil, sua primeira e mais completa fonte de notícias sobre a atriz Florence Pugh no Brasil e no mundo. Aqui você encontrará informações sempre atualizadas sobre sua carreira, projetos e muito mais, além de entrevistas traduzidas e uma galeria repleta de fotos. Navegue no menu acima e divirta-se com todo o nosso conteúdo. O Florence Pugh Brasil é um site feito por fãs que não é afiliado e/ou mantém qualquer espécie de vínculo com a Florence, sua família, seus amigos, agentes ou alguém relacionado a seus projetos. Esse site foi criado com o intuito de informar e entreter pessoas que, como nós, admiram o seu trabalho e suas atitudes. O FPBR não tem nenhuma intenção de lucro. Caso pegue alguma tradução ou notícia exclusiva e reproduza em seu site, nos dê os devidos créditos. Esperamos que goste do contéudo e volte sempre!
07.05.20 | Salvo em: Destaques | Entrevistas | Galeria | Photoshoots | Autor: FPBR

Florence Pugh concedeu uma entrevista exclusiva para a edição britânica de junho da revista Elle, realizada por Hannah Nathanson, acompanhada de um ensaio fotográfico realizado por Liz Collins. Na entrevista, a atriz abordou seu próximo projeto, o filme da Marvel Studios “Viúva Negra“, seu namoro com o também ator Zach Braff, a fama e muito mais. Confira abaixo a entrevista traduzida, as fotos da sessão fotográfica e os scans da revista:

Você já conheceu Florence Pugh?
Prática, sincera e deliciosamente travessa, Florence Pugh não só é uma das atrizes mais talentosas de sua geração, mas também é uma das mais intrigantes.

Florence Pugh está tendo um momento intensamente prazeroso. Lentamente, elegantemente, com a precisão tentadora de Nigella Lawson, ela corta uma bola reluzente de burrata. ‘Ai meu Deus! Você viu isso?‘ A burrata está em sua frente, salpicada em molho pesto; seu conteúdo escorrendo para o prato. ‘Foi bem sensual, não foi?‘ ela diz. Há uma pausa. ‘Não conte ao mundo que eu disse que cortar queijo foi bem sensual.’

Mas almoçar com Florence Pugh é uma experiência sensual. Talvez isso se deva ao fato de nossa tarde ser cheia de insinuações seguidas de sobrancelhas erguidas (dela, não minhas), ou ao fato de que a risada de Pugh – um rugido alto, profundo e desinibido (ela chama isso de sua ‘risada de dinossauro’) – ecoa pelo restaurante a cada poucos minutos. Ou talvez seja apenas o fato de Pugh ser um dos grandes artistas sensuais – alguém livre das superficialidades de relações públicas; possuindo apetite extraordinário, opiniões em abundância e uma transparência rara que faz com que todos que a conheçam queiram desfrutar de sua companhia.

Nos encontramos no Luca, um restaurante italiano em Clerkenwell, Londres. (Isso aconteceu apenas algumas semanas antes de sermos forçados ao confinamento do Covid-19.) Pugh está naquele delicioso estágio em sua carreira em que ainda está disposta a oferecer a um jornalista mais do que um ‘bate-papo’ de uma hora para seu ensaio fotográfico de capa, então optamos por um almoço. O pai dela era dono de restaurante e ela tem um passatempo secundário bem-sucedido de testar receitas em seu Instagram Stories, então ela está em um ambiente bastante familiar arregaçando as mangas nos confins da cozinha de um estranho. Quando chega, ela cambaleia para dentro com uma mala quase do seu tamanho e várias sacolas cheias do que parece ser todos os seus pertences mundanos. Ela explica que passou os últimos meses em Los Angeles, mas acabou de pousar em Londres por algumas noites antes de voltar para a casa da sua família em Oxfordshire.

Atualmente em LA, onde está vivendo em confinamento, ela diz que cozinhar tem sido sua salvação durante esses tempos de ansiedade passados longe de sua família: ‘Quando o confinamento mundial começou e a situação obviamente ficou séria bem depressa, eu me encontrei desesperada para cortar. Alimentar. Comer. Repetir! Isso me acalma, me manter ativa e criar.‘ Ela também não está imune ao frenesi de fazer massa fermentada: ‘Eu me tornei uma criadora de pão lêvedo,‘ ela me conta de LA. ‘Eu guardei uma fatia de cada pão no freezer para que minha mãe possa experimentar o progresso, do começo ao fim, quando o isolamento afrouxar.

Além de compartilhar suas habilidades de fazer pão, Florence está ansiosa para voltar à normalidade após o confinamento: ‘Continuo sonhando acordada com caminhar pelo Soho ou por East London enquanto o sol brilha, com um coquetel de lata da M&S (é tradição) na mão e minhas amigas em meus braços,‘ ela diz.

As condições de vida restritas também foram um momento de auto-reflexão: ‘Fiquei tão surpresa com o quão cruel sou comigo mesma! Vivendo em confinamento, descobri que não há sentido em se chatear consigo mesmo por não ler aquele livro, escrever aquela música, ou malhar naquele dia. Estou me ensinando a encontrar alegria o máximo que puder e a diminuir o ritmo nesses longos dias em aberto.‘ Isso significa ficar longe do Zoom também: ‘Não tecnológica de forma alguma… eu fiz uma peça virtual ao vivo de “In Our Youth” há algumas semanas e, enquanto eu estava logando [no Zoom], errei o número de ID da sala e acabei entrando em uma reunião de estranhos que GRAÇAS A DEUS só iria começar em 30 minutos!

De volta a uma Londres pré-confinamento, estamos a meia hora em nossa aula de fabricação de massas com o chefe de cozinha quando começa. Enquanto enrola nhoque em uma tábua própria para massas que parece um batente de porta, Florence declara: ‘Quem decidiu pegar uma palmatória e dizer, “Vou esfregar minha massa nela?”‘ Uma deixa para a ‘risada de dinossauro’ e um chefe de cozinha corado que apressadamente apresenta uma tábua de formato diferente. Quando chefs entram no local, um com montes de massa, outro trazendo pratos de sobremesa, Pugh fica como um cachorrinho empolgado. ‘Errrrm, o que?‘ ela grita a uma montanha de tiramisu. ‘Tiramisu é a minha sobremesa favorita. Você sabia disso?‘ ela pergunta ao chef estupefato. Ele confidencia que ganhou peso desde que assumiu o cargo. ‘Tudo bem,‘ ela o tranquiliza. ‘Você é um chef… combina com você.

Pugh está acostumada a criar camaradagem com estranhos. Ela atribui isso a uma família animada, meio amantes de comida, meio dramáticos (seu irmão e sua irmã também são atores). ‘Eu cresci em uma família muito grande, em que comer, performar e conversar eram coisas que aconteciam tradicionalmente todos os domingos,‘ ela diz enquanto nos sentamos para apreciar nossas massas. ‘Nós tínhamos grandes almoços com todo o tipo de pessoas, vindas de todos os lugares do mundo – músicos, artistas, escritores – e era esperado que nós [as crianças] falássemos e acolhêssemos [as pessoas].

Quando Florence era uma adolescente de 17 anos em uma escola particular de Oxford, ela fez testes para o filme “The Falling“, de Carol Morley, sobre um grupo de garotas que, misteriosamente, continuavam a desmaiar. Florence, que se destacava nas artes, mas nunca havia estudado-a especificamente, conseguiu um dos papéis principais ao lado de Maisie Williams, de Game of Thrones, que ainda era relativamente desconhecida na época. Apesar de nunca ter frequentado uma escola de artes cênicas, foi uma performance impecável de Florence, que interpretou uma adolescente promíscua que enfeitiçava todos que a conheciam.

Durante as filmagens, Carol Morley não permitia que as garotas se assistissem no monitor: ‘Acho que ela não queria que a gente atuasse por vaidade, ou que soubéssemos o que não gostávamos em nós mesmas na tela,‘ diz Pugh. ‘Ela queria nos manter o mais ingênuas possível.‘ Esse estilo de direção, sem dúvidas, ajudou, pois a carreira de Pugh decolou. ‘Nunca me incomodei com as coisas estranhas que acontecem durante as gravações, talvez por causa disso. Não me importo com a minha papada, isso não faz parte do processo de atuação para mim.

No início deste ano, Florence foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, após seu papel como Amy March ao lado de Saoirse Ronan e Emma Watson em “Adoráveis Mulheres“. Greta Gerwig, a diretora do filme, me conta que Florence trouxe sua energia familiar e divertida ao set todos os dias: ‘Ela sabe instintivamente como fazer parte de um grande grupo familiar. Ela sempre era a primeira nas brincadeiras de luta, a primeira contando uma piada, desencadeando uma crise de risos, comendo os bolos do cenário. Ela tinha aquela energia transbordante da irmandade.

Essa proximidade de irmã é algo que Scarlett Johansson, sua parceira de cena no próximo filme da Marvel, “Viúva Negra“, também sentiu: ‘Eu não tenho uma irmã mais nova,‘ ela me diz ao telefone, de Nova York. ‘Mas com a Florence, eu sinto que há alguns elementos da dinâmica irmã mais velha/irmã mais nova.‘ Com o filme mais recente da Marvel, Pugh está deixando sua própria marca: seu novo status estelar foi confirmado em apenas 30 segundos em um trailer exibido durante o Super Bowl, assistido por mais de 100 milhões de pessoas. Nele, Pugh ganhou tempo de tela equivalente ao da colega de trabalho e indicação ao Oscar, Johansson.

No meio de seu sucesso, é difícil esquecer que Florence ainda está no começo de seus 20 e poucos anos. ‘Queria ter sido tão confiante quanto ela é quando eu tinha sua idade,‘ diz Scarlett. ‘Ela é confiante quanto a sua aparência e tem muito respeito por si mesma. Ela me lembrou – só de ouvi-la falar sobre seus relacionamentos com amigos, família ou seu namorado – o quão importante é ter segurança em suas crenças e desejos.

O namorado de Florence é o ator Zach Braff, que por acaso também é 21 anos mais velho que ela. Muita polêmica foi feita em cima da diferença de idade (grande parte em forma de linchamento virtual – falaremos mais sobre isso depois), mas quando você passa um tempo com Pugh, você se pergunta como um homem de 24 anos de idade conseguiria ser adequado.

Sua decisão de aceitar o papel de Yelena Belova em “Viúva Negra” – uma espiã russa que, como a personagem de Johansson, Natasha Romanova, foi treinada no programa Viúva Negra – não foi fácil de se tomar. ‘Quando você pensa na Marvel, é grandioso e intimidador. Especialmente sendo uma atriz relativamente pequena, refletir sobre isso e pensar, “Oh! Eu vou fazer parte disso,” é uma decisão importantíssima,‘ diz ela. Mas nada poderia ter preparado Florence, que admite que não ter sido uma fã fanática da Marvel durante a infância e a adolescência, para a massiva resposta global. No último verão, o elenco foi revelado na San Diego Comic-Con, a convenção anual de super fãs. ‘Era como um armazém cheio de gente,‘ diz ela. ‘Nós saímos [para o palco] e eu nunca havia escutado um estrondo como aquele. O que foi realmente adorável é que dissemos olá, e então fomos para a frente do público e assistimos a um clipe. Durante todo o tempo, Scarlett marchou como se fosse a rainha deles,‘ diz Florence. ‘Ela é tão incrível e faz tudo com maestria. Em seguida nós assistimos o clipe e eu estava com medo porque meu sotaque russo seria revelado ao mundo e eu não sabia como ele soava. Eu também estou interpretando uma personagem que ninguém viu antes, apesar de já terem lido sobre ela; eu não sabia se as pessoas iriam me odiar. Nós duas ficamos lá paradas e instantaneamente, minhas mãos começaram a ficar úmidas e a suar. Scarlett me deu a sua mão e nós apertamos as mãos uma da outra, e ela também estava com as mãos úmidas! E então eu fiquei tipo, “Oh, você nunca se acostuma com isso. Isso é tão poderoso [para você] e você é a lenda deles”.

A personagem de Pugh em “Viúva Negra” é descrita como estando ‘no auge de sua condição atlética’. Quando eu digo isso a Florence, ela solta uma risada rouca que parece vir não de sua barriga, mas de seus pés. ‘Essencialmente, você tem que se movimentar com perfeição. Pessoalmente, eu amei tudo isso porque cresci com muita dança e muita movimentação. Eu estava sempre brincando de luta com meu irmão [o ator e músico Toby Sebastian], então acho toda essa coisa de combate muito empolgante. Uma vez que você vai mostrar isso para as câmeras, você tem que saber como fazê-lo de maneira correta e que pareça real, e isso é uma categoria totalmente diferente,‘ diz ela.

Há muito tempo existem rumores de que as estrelas dos filmes da Marvel têm que se submeter a uma dura rotina de exercícios e dietas exigentes, o que é interessante, uma vez que Florence já havia falado sobre más experiências quanto a autoestima em relação ao corpo que ela teve em Hollywood quando adolescente. ‘Quando consegui o emprego, quis saber qual era o regime,‘ diz ela, comendo uma garfada de bacalhau. ‘Eu quis saber se seriam eles ou eu quem daria as ordens. Isso foi muito importante para mim. Eu não queria fazer parte de uma coisa na qual eu seria constantemente fiscalizada. E ter pessoas se certificando de que eu estava na forma “correta”. Isso não é para mim de jeito nenhum.

Ainda assim, ela disse que comia bem, cozinhava de manhã e levava uma vasilha plástica com comida caseira todos os dias. ‘Scarlett tinha esse cara incrível que cozinhava coisas lindas para ela e sua equipe. Eu achei que isso foi inteligente, porque você está se exercitando o tempo todo e precisa ter alguém que realmente saiba o que você está comendo e que nutrientes está recebendo. Lembro dela me perguntando, “Por que você está cozinhando para si mesma? Nos deixe alimentar você de uma vez!” E eu fiquei tipo, “Não,” ela diz, rindo com a lembrança. ‘Meu cérebro é tão “Pew, pew, pew,”‘ diz ela, atirando lasers imaginários com os dedos. ‘De verdade, meu hobby terapêutico é cortar, cozinhar, mexer e provar.

Uma das coisas pelas quais os fãs de Florence a amam, é sua abordagem franca à vida como uma atriz, especialmente nas redes sociais. Ela fez recentemente uma série de Instagram Stories censurando duramente seu iPhone por colocar automaticamente um filtro em uma selfie que ela postou: ‘Isso deve ser uma escolha sua,‘ diz ela, ainda visivelmente aborrecida com a experiência. ‘Eu não estou dizendo que quero evidenciar minhas falhas por aí, mas a questão é que eu deveria ter decidido que elas fossem eliminadas, e não meu telefone ser automaticamente programado para sumir com as coisas que me fazem ser quem sou.

Ela admite que aborda a vida online com um toque de diversão. ‘Quando estou fazendo marmelada, não me preocupo em estar com o cabelo bonito. Há momentos em minha vida nos quais eu me arrumo e dois artistas incríveis vêm em minha casa e me pintam, puxam e escovam por duas horas. E então eu vou para o tapete vermelho. É um evento de duas horas, em seguida vou para casa e tiro tudo. Mas quando eu faço marmelada, minha aparência está normal,‘ diz ela.

As redes sociais foram também onde ela revidou os ataques verbais contra Braff. Quando emergiram fotos de paparazzi dos dois de mãos dadas, trolls criticaram duramente o ator de “Scrubs“, dizendo: ‘Você tem 44 anos’, Florence respondeu com a simples réplica: ‘E ainda assim, ele me conquistou’. Quando ela relembra sua resposta, diz que foi ‘necessária‘. ‘Porque as pessoas precisam perceber que isso é ofensivo. Eu tenho o direito de conviver, ficar e sair com quem eu quiser,‘ diz ela, soltando uma risada nervosa.

Eu sempre achei essa parte do que as pessoas fazem realmente bizarra. Sou uma atriz porque gosto de atuar e não me importo que as pessoas assistam minhas coisas, mas elas não têm nenhum direito de me educar em minha vida pessoal.‘ Ela, no entanto, tem consciência de que namorar outro ator pode atrair mais atenção: ‘Eu sei que parte de estar nos holofotes é que as pessoas podem invadir sua privacidade e ter opiniões quanto a isso, mas é bizarro que pessoas comuns possam mostrar tanto ódio e opiniões sobre uma parte da minha vida que eu não estou abrindo ao mundo. É um lado estranho da fama você poder ser dilacerado por milhares de pessoas, mesmo que você não tenha exibido essa parte de si por aí,‘ diz ela, subitamente séria. ‘Eu não quero falar sobre isso porque não é algo que eu queira enfatizar, mas meu ponto central sobre isso tudo é que, não é esquisito que um estranho possa estraçalhar totalmente o relacionamento de alguém e que isso seja permitido?

Pugh levou seus pais, não Braff, ao Oscar. ‘Isso não foi para depreciar ninguém; eu precisava que eles estivessem lá,‘ diz ela. Ela achou a experiência ‘tão incrível, estranha e incomum‘, mas ela tinha guloseimas para sobreviver às quatro horas de cerimônia. ‘A certa altura, todos se levantaram para aplaudir Martin Scorsese. Eu havia acabado de pegar um pacote de M&Ms. Quando todos nos levantamos, uma câmera apareceu bem em meu rosto e eu estava sacudindo esse saco de M&Ms por aí. Então eu simplesmente tive que largá-lo… no chão. Eu pensei, “não posso ser a garota que está comendo M&Ms enquanto aplaude o Martin de pé.”

Estamos em nossa terceira tigela de macarrão quando o tempo da nossa entrevista acaba. Tem um motorista esperando para levar Florence a Oxfordshire. Ela pede educadamente para que as sobras sejam embaladas. ‘Minha mãe adoraria uma marmita,‘ diz ela, obviamente ansiosa por alguns confortos domésticos. Nós andamos pelo restaurante e eu pergunto se ela costuma ser reconhecida. Ela diz que, a menos que esteja com alguém (como Scarlett) e as pessoas somem dois mais dois, ninguém a para na verdade; ela se safa por ser ‘uma loira normal’.

Ela arrasta sua mala para o carro enquanto faz malabarismos com diversas bolsas: ‘No Oscar uma semana, e olhe para mim agora!‘ exclama ela quando nos abraçamos em despedida. Mas, enquanto ela se afasta no carro com suas sobras no colo, eu não tenho certeza de quanto tempo a vida como uma loira normal irá durar.

Fonte: Elle Uk.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.
 

 







disclaimer