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31.10.19 | Salvo em: Adoráveis Mulheres | Entrevistas | Filmes | Galeria | Photoshoots | Autor: FPBR

Florence Pugh e sua colega de elenco em “Adoráveis Mulheres“, Saoirse Ronan, posaram para as lentes do fotógrafo Jay L. Clendenin em um ensaio exclusivo para o Los Angeles Times. As atrizes também foram entrevistadas por Amy Kaufman para a publicação e abordaram a nova releitura cinematográfica do clássico de Louisa May Alcott, bem como suas personagens, sua relação com seus colegas de elenco e muito mais. Confira abaixo a entrevista traduzida e as fotos da sessão fotográfica divulgadas:

Como Saoirse Ronan e Florence Pugh atualizaram “Adoráveis Mulheres” para feministas modernas

Florence Pugh está passando rapidamente o dedo indicador por ser iPhone, procurando por Pam.

Espere aí, espere aí,” diz ela. “Eu vou achar. Cadê a Pam? Oh, isso está me matando.

Pam não é o nome do amado cão da atriz, ou mesmo de uma das suas duas irmãs. Pam é o nome que Florence atribuiu à sua colega de elenco, Saoirse Ronan, no set da próxima adaptação de “Mulherzinhas“, de Greta Gerwig.

Florence agraciou Saoirse com o alter-ego após filmar uma das cenas mais memoráveis do romance clássico de Louisa May Alcott: quando Jo March (Saoirse) revela que cortou em segredo suas longas tranças. Suas três irmãs ficam horrorizadas — “Oh, Jo, como você pôde? Sua única e verdadeira beleza!” clama Amy (Florence), a mais nova das irmãs — mesmo apesar de Jo ter sacrificado o cabelo para arrecadar dinheiro para a recuperação de seu pai doente.

Entra Pam. Quando começou a filmar, Saoirse tinha mechas loiras lustrosas que cacheavam quase até sua cintura. Após o corte de cabelo, no entanto, ela foi forçada a usar uma peruca desagradável: é quase um mullet, mas mais felpudo e com uma vibe despenteada meio Owen Wilson.

E foi aí que Flo apareceu com essa personagem chamada Pam, lembra Saoirse, 25 anos. “Pam é da Austrália, e tem muitas opiniões sobre tudo que está acontecendo.

Ela tricota entre as cenas,” diz Florence, 23 anos, de repente soando como se fosse de Melbourne ao invés de Oxfordshire. “Saoirse sentava com seus chinelos Ugg, cruzando os pés entre as gravações, com esse visual ridículo, e era muito louco.

Ela continua a percorrer por suas fotografias, buscando freneticamente provas de Pam e pausando apenas para morder alguns pedaços de seu croissant de chocolate. Saoirse senta-se de frente para sua colega de elenco no Chateau Marmont, e após pedir uma massa para ela, começa devidamente a responder a maioria das perguntas sobre “Adoráveis Mulheres.”

Com estreia marcada para o Dia e Natal e já gerando burburinhos ensurdecedores de apostas para a temporada de premiações, esse é a sétima versão em longa-metragem do romance de 1868 de Alcott. Ao contrário de seus predecessores, Greta Gerwig — que escreveu e dirigiu o projeto — adotou uma abordagem não-linear da história, visualizando os dias formativos da infância das irmãs March em Concord, Massachusetts, através das lentes da vida adulta.

Enquanto todas as quatro irmãs seguem caminhos decididamente distintos ao passo que amadurecem — Jo deseja desafiar as convenções sociais permanecendo solteira; Meg não quer nada além de encontrar um marido e ter filhos — a adaptação de Greta tenta tratar todas as escolhas delas com respeito.

(…)

As quatro garotas que conduzem essa história são todas muito, muito diferentes, e todas elas permitem que uma garotinha se enxergue nelas,” Saoirse, que se junta também a Emma Watson (Meg) e Eliza Scanlen (Beth) no filme, continua. “‘Adoráveis Mulheres’ te dá a oportunidade de se identificar com aspectos de todas essas garotas, porque todas elas têm idades diferentes e querem coisas diferentes. Isso quer dizer que você pode crescer com a história e dizer —

Saoirse é interrompida quando Florence, tendo finalmente localizado a foto que estava procurando, mostra animadamente seu telefone.

Ah, você só quer mostrar a Pam,” diz Saoirse, rindo. “Você não está nem aí.

Eu estou sim,” diz Florence. “Mas, você está preparada para a Pam?

É fácil, nesse momento, entender por que Greta escalou as duas atrizes para seus respectivos papéis. (…) Florence é basicamente uma novata em Hollywood — acumulando créditos em um ritmo acelerado e ainda assim relativamente desprevenido. Seu primeiro papel de destaque, na adaptação britânica de 2016 de “Lady Macbeth,” acabou lhe rendendo uma indicação ao BAFTA e, pouco depois, ela conquistou o papel principal no filme de luta livre produzido por Dwayne Johnson, “Lutando Pela Família.” Ela estava prestes a viajar para filmar o suspense “Midsommar” quando Greta estava montando “Adoráveis Mulheres” e gravou-se fazendo um teste, a pedido da diretora.

Nós queríamos algo que pudéssemos apresentar a todos, porque ela é menos conhecida,” diz Greta. “Eu precisava que ela estivesse na mesma faixa de peso que a Saoirse — alguém que realmente pudesse ser igualmente formidável. E ela era essa pessoa. Eu mudei a data das filmagens por ela, porque eu queria muito que ela estivesse no filme.

Na última grande adaptação de “Mulherzinhas” — a versão de 1994 de Gillian Armstrong, profundamente querida pelos milenares — Amy foi interpretada por duas atrizes: Kirsten Dunst quando menina e Samantha Mathis quando mulher. Mas Robin Swicord, que escreveu essa versão do filme e atuou como produtor na iteração de Greta, disse que a Sony/Columbia Pictures estava “procurando uma ruptura clara da versão dos anos 90.

Nós dissemos: ‘Fazem 25 anos, e nós achamos justo que a nova geração tenha suas próprias ‘Adoráveis Mulheres’,’” Swicord diz. “Queríamos nos certificar de que estávamos fazendo algo que fosse bem diferente. Com Amy, em minha versão, nós sentíamos que ela era uma garotinha andando com todos os seus malapropismos, e nós não conseguíamos envolver nossos cérebros ao redor do salto no tempo. Mas por Greta ter focado bastante na vida adulta [das meninas] e mostrado a infância em reminiscência, você não questiona isso.

Saoirse diz que “cresceu” com essa versão do filme, mas Florence estava mais familiarizada com o livro de Alcott. Sua avó o lia para ela todo fim de semana, criando vozes únicas para todos os personagens.

Ela odiava a Amy,” diz Florence. “Ela sempre dizia, ‘Que garota mais malvada!’ É tão fácil amar a Jo, porque ela representa tudo o que nós queremos ser. Ela tem voz, e vai a luta e não liga para nada. Mas lendo o livro novamente, mais velha, eu percebi que cada coisa que a Amy diz é perfeita. Eu amo uma pessoa travessa em um livro. Ver alguém criar caos é a minha coisa favorita. Todas nós queremos ser a Jo, mas, realisticamente, definitivamente acho que, provavelmente, há mais de mim em Amy.

Greta teoriza que Amy há muito tempo recebe “pouca atenção” do público, que frequentemente se concentra em sua vaidade. Sendo uma garota, Amy tenta moldar seu nariz para que ele tenha outro formato, e ela é franca quanto ao seu desejo de casar com um homem rico e ter coisas boas. Enquanto isso, Jo rejeita de maneira terrível um pedido de casamento vindo de um rico e bonito pretendente — Laurie, interpretado no novo filme por Timothée Chalamet — e está mais interessada em se tornar uma grande escritora do que centralizar sua vida ao redor de um homem.

Mas eu acho que Amy tem muito mais profundidade do que as pessoas lhe atribuem,” diz Greta. “E em termos de feminilidade, nenhuma delas é feminina no sentido de ter isso se fundindo com suas identidades. Ambas são masculinas. Jo quer ser um garoto, e Amy performa feminilidade porque lhe é conveniente que as pessoas consigam o que querem.

É assim que Swicord vê as personagens também. No roteiro de Greta, o produtor diz, ela enxerga Amy como uma “pessoa prática lidando com o mundo que herdou” — um mundo no qual ela está apenas tentando crescer e encontrar sua própria identidade fora da sombra de sua poderosa e criativa irmã mais velha.

(…)

Em Concord, o elenco chegou duas semanas antes do início das filmagens para ensaiar, primeiro pesquisando o movimento transcendentalista e então trabalhando juntos nos diálogos. Greta escreveu o roteiro de maneira ultra-específica, com muitas linhas de diálogo sobrepostas para que fossem lidas uma sobre as outras. Era como estar em uma “banda de cinco pessoas,” diz Saoirse, com cada um tocando um instrumento diferente. “Foi por isso que nós acabamos ficando tão próximos, eu acho, porque nós contávamos uns com os outros e confiávamos um nos outros mais do que em um filme normal, em que você espera alguém dizer sua fala,” diz ela. “Nós sabíamos qual era o nosso papel e tínhamos que estar focados.

Florence, no entanto — ainda em meio as filmagens de “Midsommar” — foi o único membro do elenco que teve que pular o período de ensaios. Embora a diretora enviasse a ela áudios gravados contendo o dia de trabalho para que ela não se sentisse de fora, Florence acabou sentindo que a separação do elenco foi útil.

No começo nós ficávamos tipo, ‘Ah, Deus, ela não vai estar aqui,’ e parecia que todos nós precisávamos estar juntos,” diz Saoirse. “Mas, na verdade, você disse isso quando chegou a Concord, Flo — Amy está meio que seguindo seu próprio caminho. Amy e Jo são bem parecidas, na verdade, no sentido de que Jo é meio ‘Eu vou fazer isso.’ E Amy é, meio, ‘Você que se dane, eu vou fazer isso.’ Elas querem coisas diferentes, mas ambas são muito desafiadoras em espírito.

Ambas tem personalidades muito teimosas,” Florence acrescenta. “Mas eu não acho que elas sejam inimigas ou rivais.

Eu acho que uma é tão feminista quanto a outra,” continua Saoirse, “porque ambas sabem o que querem e sustentam isso.

Fora das telas, o jovem elenco desenvolveu um vínculo de irmandade também. Depois de uma semana desvendando o filme para a imprensa e membros da guilda em L.A., Florence diz que mandou um vídeo para Eliza — que não poderia estar na cidade devido a um conflito de trabalho — dizendo a ela para “não ficar com FOMO,” ou receio de perder [a experiência]. E embora Florence diga que ainda tem que pedir a Saoirse um resumo da temporada de premiações, a atriz mais velha diz que está orgulhosa assistindo Florence navegar pelo turbilhão da atenção midiática.

Quero dizer, não penso em você como sendo, tipo, nova no ramo ou o que quer que seja,” diz Saoirse. “Mas o que é empolgante em assistir você fazer isso, Flo, é que eu não acho que alguém tenha visto você assim antes. Ela está tão engraçada nesse filme, e as pessoas ainda não viram isso.

Não, não, elas não viram,” Florence concorda. “Acho que as pessoas estão reagindo [positivamente] porque é algo tão diferente — elas pensam, ‘O quê?! Você consegue fazer uma criança agora?’ Nenhum filme meu foi feito para esse mesmo tipo de público.

Tem sido muito bom ter você lá durante esses painéis de perguntas e respostas,” diz Saoirse. “E a questão sobre [esse filme] é, meus amigos têm me perguntado: ‘Você acha que “Adoráveis Mulheres” vai chegar à temporada de premiações?’ E eu digo a eles, ‘Sabe, você não tem mesmo como prever.’ Nós só temos que estar lá juntos e dizer: ‘Até então, tem sido ótimo.’”

Fonte: Los Angeles Times.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.







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