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29.10.19 | Salvo em: Adoráveis Mulheres | Entrevistas | Filmes | Galeria | Scans | Autor: FPBR

Para comemorar o lançamento de “Adoráveis Mulheres“, Florence Pugh foi entrevistada junto com suas colegas de elenco (Emma Watson, Saoirse Ronan e Eliza Scanlen) por Greta Gerwig para a edição inglesa de dezembro da revista Empire. As atrizes falaram sobre o filme, suas personagens, lembranças do set e muito mais. Confira abaixo os trechos da entrevista com as respostas de Florence traduzidas e os scans da revista:

Irmandade
O segundo filme de Greta Gerwig como roteirista e diretora é a sua versão fervorosamente aguardada do clássico literário “Mulherzinhas”. Para comemorar sua chegada, pedimos a Greta que entrevistasse as quatro estrelas que interpretam as Irmãs March. A conversa resultante é exatamente tão brilhante quanto você poderia esperar

Greta Gerwig: Como você descreveria “Adoráveis Mulheres” a alguém que acabou de chegar de outro planeta? Suponha que você não precise explicar o que irmãs ou família são, mas que elas não saibam nada além disso.
Florence Pugh (Amy March):
Há quatro irmãs e cada uma delas é incrivelmente diferente. Objetivos diferentes, interesses diferentes, jornadas diferentes. Apesar disso, todas elas amam e respeitam o fato de que têm essa vida vibrante e animada em casa. Elas brigam, trocam tapas, se beijam e se confortam. E assim sucessivamente.

Greta: Qual das irmãs March teria maior probabilidade de cometer um crime e por quê? Não um crime violento, necessariamente, talvez desvio, fraude postal ou algo assim? Qual irmã, o que ela fez? Defenda seu raciocínio.
Florence:
Amy, definitivamente. Amy cometeria um crime conscientemente, no entanto, Beth poderia cometer um crime acidentalmente. Por exemplo, Beth poderia deixar os correios com um selo postal em sua mão e só perceber quando chegasse em casa. Amy iria se envolver com falsificação: ela provavelmente até alegaria que suas habilidades artísticas estavam finalmente sendo usadas!

Greta: Cada uma de vocês está brilhante e perfeita no filme, mas, por favor, escrevam sobre um momento no set no qual vocês pensaram, ‘Droga! Não sei se fiz direito!’ e agora isso assombra seus sonhos. (OBS: como diretora e roteirista, isso acontece comigo literalmente todos os dias, saibam disso.)
Florence:
A cena em que Laurie [Timothée Chalamet] encontra Amy do lado de fora da enorme casa de campo após saber da morte de Beth. Aquele dia foi tão intenso e cheio que, quando nós chegamos a essa última cena, meu cérebro estava uma papa, e então, de repente, durante uma tomada, uma nuvem negra gigantesca apareceu e basicamente começou uma tempestade de vento, fazendo as folhas voarem furiosamente de um lado para o outro. Eu estava tão derrotada que pensei, ‘Bem, essa é a maneira da Terra de rir.’

Greta: Por outro lado, contem-se sobre um momento em que vocês pensaram ‘Acertei em cheio!’ Ou, se vocês forem modestas demais para declarar vitória, relatem algo que foi absurdamente divertido de se filmar ou ensaiar.
Florence:
Não acho que houve um momento específico no qual eu senti, ‘Arrasei!‘ No entanto, eu amava qualquer cena em que Amy fosse irritante, atrevida e deliciosamente engenhosa! Dar pulinhos por aí em anáguas e combinações repletas de babados e irritar a Saoirse em cena foram definitivamente os melhores dias.

Greta: O que a sua personagem estaria fazendo se estivesse viva hoje? Quero dizer, não como se elas tivessem 200 anos de idade, mas se tivessem nascido na década de 1990, como todas vocês, jovens. Eliza, você também! Se Beth estivesse por aqui hoje em dia ela teria sido curada da escarlatina, então você estaria se misturando com suas irmãs, tocando piano e essas coisas. Então, o que todas vocês acham? Quem as irmãs March seriam agora?
Florence:
Suponho que Amy seria totalmente aterrorizante e surpreenderia a todos da mesma maneira que ela faz no livro. Ela ainda estudaria artes, até mesmo cerâmica. Eu definitivamente acho que ela estaria em algum cargo de chefia e se sentiria empoderada por ganhar seu próprio dinheiro. Ela brincaria do jogo de girar a garrafa e saberia todas as regras e como burlá-las. Ela odiaria Monopoly porque Jo ganharia sempre. Ela amaria e provocaria Beth por suas péssimas escolhas de sapatos e sempre ligaria para Meg, onde quer que ela estivesse no mundo, para explicar nos mínimos detalhes o ‘seu’ lado de qualquer história, sabendo que Meg eventualmente concordaria [com ela].

Greta: Qual foi a maior diferença entre vocês e a irmã que vocês interpretaram?
Florence:
Eu jamais poderia ser tão honestamente direta e franca ou tão maldosa quanto Amy. Por mais que eu ame seu poder e sua maneira de falar, eu acharia difícil fazer as pessoas se sentirem mal — mesmo que fosse a verdade (o que é o mantra da Amy).

Greta: E qual foi a maior semelhança?
Florence:
Sua empolgação pela vida e sua criatividade. Sua honestidade com seus sentimentos. A habilidade de Amy de rir apaixonadamente e chorar apaixonadamente, tudo nos mesmos dez minutos. Seu completo e total amor por suas irmãs — eu tenho isso aos montes também.

Greta: Qual é o seu palavrão favorito de “Adoráveis Mulheres”? (Como ‘capital!’ [inútil], ‘Cristóvão Colombo!’ [babaca e/ou imbecil], ‘minxes!’ [sirigaita, atrevida, maquiavélica]) Por favor, use-o em uma frase moderna, de uma maneira que escandalizaria a Tia March.
Florence:
‘Vou tomar uma xícara de chá e não vou colocar o pires embaixo porque eu sou completamente maquiavélica.’

Greta: Qual é o sentido das anáguas de arame? Não, sério, para que servem os aros? Para criar um perímetro definido? Porque mulheres que parecem com sinos são sexies? Se vocês não souberem, por favor, inventem algo divertido.
Florence:
O objetivo das anáguas de arame é acentuar a metade inferior do corpo de uma mulher porque isso faz (eu acho) com que seus quadris pareçam maiores e mais atraentes para abrigar bebês. É por isso que você tem um espartilho para diminuir a sua cintura e aros para alargar seus quadris. Criando uma ilusão extremamente sexy.

Greta: O que vocês aprenderam ao fazer o filme ou com a irmã que vocês interpretaram e que levarão consigo para as suas vidas reais?
Florence:
Não faz mal nenhum ser honesto, mas saiba quando parar. Não faz mal nenhum ser corajoso, mas saiba que você pode ser fraco também. Não há problema em perceber que você quer algo diferente e tudo bem ser egoísta uma vez que você descobriu isso.

Fonte: Empire Uk.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.







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