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18.10.19 | Salvo em: Adoráveis Mulheres | Entrevistas | Filmes | Autor: FPBR

Florence Pugh concedeu uma entrevista exclusiva para a Entertainment Weekly a respeito do filme “Adoráveis Mulheres“. No bate-papo com a EW, Florence conversou sobre a nova abordagem de Amy segundo a visão de Greta Gerwig, o estilo da diretora, seu relacionamento com seus colegas de elenco e, como era de se esperar, como foi contracenar com a lenda do cinema, Meryl Streep. A entrevista foi realizada por David Canfield e fará parte da edição de novembro da publicação. Confira abaixo o artigo disponibilizado no site da EW traduzido e os scans da revista:

Florence Pugh sobre o que faz de “Adoráveis Mulheres” tão incrível: ‘Eles comem o tempo todo’
Florence é a revelação que rouba a cena em “Adoráveis Mulheres”, que oferece uma visão mais profunda e detalhada de Amy March do que qualquer adaptação anterior.

Florence Pugh, 23 anos, é um deleite cômico como Amy March, que encontra uma nova vida na adaptação de Greta Gerwig do clássico “Mulherzinhas“. Como parte da nossa reportagem de capa da edição de novembro, estrelada por Timothée Chalamet e Saoirse Ronan, conversamos com a estrela de “Midsommar” sobre entender Amy, trabalhar com Greta, e mais.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Amy nem sempre é a irmã March mais popular. Como você se sentiu inicialmente em aceitar o papel?
FLORENCE PUGH:
Eu nunca desgostei dela, então acho muito engraçado que as pessoas fiquem meio, “Ai meu Deus, você está interpretando a pior irmã de todos os tempos!” Presumo que haja algo sobre eu interpretar ela. [Risos] Me lembro de sempre gostar de uma criança mimada, seja em livros ou filmes, porque todos nós conhecemos alguém assim. Elas sempre representam o pior e o melhor lado de todos nós. Há algo muito cativante em alguém que simplesmente fala exatamente o que pensa. Eu colocando meus dedinhos em ambas as versões infantil e adulta [de Amy], foi algo como, “Ai meu Deus, o que vai acontecer?” [Risos]

EW: Amy e seu relacionamento com Jo ganham muito mais foco nessa versão. Como você e Greta abordaram isso?
FP:
Eu posso imaginar que as pessoas a odeiem porque ela nunca teve realmente o suporte necessário. Você nunca entende efetivamente o porquê dela e Laurie terem ficado juntos; você queria que fossem Jo e Laurie, então realmente não faz muito sentido. De acordo com os contos de fada, esse não é o caminho ideal: permitir que a irmã mimada ganhe o garoto. Dito isso, eu entendo a razão de ela ser uma personagem frustrante [aos olhos do público]. Mas, desde o momento em que consegui esse trabalho, sempre foi deixado muito claro que todo o elenco teria igual importância na história e Greta queria muito contar a história dessas meninas, não apenas um arco [dela]. Quando chegamos ao set e começamos a trabalhar juntos, descobrimos nossas próprias dinâmicas… Formamos nossas próprias amizades, de qualquer forma. Foi muito fácil transformar isso em realidade [para Amy]. Ela merecia um pouco de atenção e eu espero que as pessoas a vejam e pensem, “Entendi. Eu entendo ela agora.

EW: Você, Saoirse Ronan, Emma Watson e Eliza Scanlen realmente parecem irmãs. Vocês criaram um vínculo fora do set de filmagens?
FP:
Nós não estávamos fingindo em nenhuma daquelas lutas, discussões ou demonstrações de amor. Nós vivíamos juntas; quando cheguei lá, tivemos que nos apressar e conhecer uma a outra muito rapidamente. Isso, para mim, foi fácil porque todas nós nos entendíamos e tínhamos o mesmo senso de humor. Nós nos reuníamos para jantar: toda semana tentávamos fazer um jantar e ter meio que um anoitecer de marasmo. Naquela época, o tempo estava começando a ficar frio e aconchegante, então todas nós fazíamos quentão e cozinhávamos pratos à bolonhesa. Foi muito idílico.

EW: Você e Saoirse chegam às vidas de fato, também.
FP:
[Risos] Saoirse e eu trocávamos olhares engraçados, e isso significava, “Vamos brigar.” De maneira clássica, estaríamos lutando ou irritando uma a outra de brincadeira — tudo isso era completamente real, ao ponto em que, durante uma briga, me lembro de ter falado algo como, “Saoirse, apenas pule em mim e me bata!” E ela respondeu, “Ok!” Isso foi muito divertido e só pode acontecer quando você ama e confia em alguém. E nós nos amávamos e confiávamos uma na outra de verdade.

EW: Como foi entrar na personagem como Amy no set de filmagens e recriar tantas cenas icônicas?
FP:
Aqui vai uma coisinha: eu literalmente tinha acabado de encerrar “Midsommar“, que, de uma maneira gloriosa e colorida, é macabro. Obviamente você pode imaginar a exaustão em que minha cabeça se encontrava quando eu terminei [esse projeto]. Fui direto daquele set para Boston para fazer meus testes de cabelo e maquiagem para “Adoráveis Mulheres“. Eu não poderia agradecer Amy o suficiente por essa oportunidade. Ela é tão divertida e jovem. [Risos] Foi uma maneira muito legal de seguir em frente e desapegar [de “Midsommar“]. Greta realmente me deixou aproveitar isso. Acho que toda cena em que todas as garotas estão presentes — só para você saber, no roteiro, há cerca de quatro falas que estão escritas umas sobre as outras. É meio que como música, como uma partitura musical. É assim que Greta escreve, especificamente. Ela espera que você diga sua fala e que você o faça exatamente como está na página. Então você acaba criando essa cacofonia de ruídos e sons. Essa foi a coisa mais fascinante sobre a maneira como Greta dirigiu. É tudo muito musical. Cada cena na qual eu podia… só falar um monte de besteiras para Saoirse, Emma ou Eliza, era uma felicidade absoluta. Eu adoro ser impulsiva e desenfreada [em cena]. Sendo esta garotinha irreverente e atrevida, amo a cena em que chego e peço desculpas a Jo. Na verdade, essa foi uma das cenas presentes nas minhas fitas de audição. Eu a amei quando fiz pela primeira vez, e quando nós a encenamos no set, foi brilhante. Ela é tão insensível.

EW: Que aspecto da visão específica de Greta te atraiu tanto?
FP:
A coisa que mais chamou a minha atenção na versão de Greta foi que essas meninas são tão atrevidas e travessas, elas são as melhores e piores irmãs, elas batem umas nas outras, elas amam umas as outras e elas comem o tempo todo. Isso fez delas normais, as fez respirar, tornou-as vivas. No fim das contas, o que todo mundo está tentando dizer com “Adoráveis Mulheres” é que só porque elas estão usando aquelas roupas e dizem aquelas coisas, não significa que elas não sejam completamente irreverentes e deliciosas no fundo, e tão normais quanto as garotas de hoje em dia com 10, 11, 12, 13 anos são. Isso foi o que Greta fez tão bem.

EW: Você também pôde contracenar bastante com Meryl Streep (como Tia March). Você se sentiu intimidada?
FP:
Estranhamente, não. Quero dizer, sim, obviamente. Mas quando você está com alguém que, só de respirar te deixa hipnotizado, você se sente em paz. Não importa o que você faça; eles estão lá, e farão com que tudo seja magnífico todas as vezes. Não há nada melhor do que atuar com alguém que é incrível. Isso faz você se sentir incrível. Essa é a melhor maneira de resumir como é atuar em uma cena com Meryl Streep. [Risos]

EW: Por que “Adoráveis Mulheres” é uma história importante de se contar em 2019?
FP:
Toda geração precisa disso. Eu não acho que um dia deixaremos de precisar de uma história sobre quatro mulheres que se passa em uma época em que lhes era dito que não podiam fazer as coisas e, ainda assim, elas as faziam.

Fonte: Entertainment Weekly.
Tradução e adaptação: Florence Pugh Brasil.







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